Banco Central reduz projeção de crescimento do PIB para 2% em 2025
Órgão prevê crescimento de apenas 1,5% em 2026
O Banco Central (BC) revisou para baixo sua projeção de crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deste ano, passando de 2,1% para 2%.
A informação está disponível no relatório de política monetária do terceiro trimestre, divulgado nesta quinta-feira, 25.
“A projeção considera a manutenção da política monetária em campo restritivo [juros altos], o baixo nível de ociosidade dos fatores de produção, a perspectiva de desaceleração da economia global e a ausência do impulso [crescimento] agropecuário observado em 2025”, informou o BC.
Para 2026, o BC projetou um crescimento inferior, de 1,5%.
Essa é a primeira estimativa oficial da instituição para o desempenho da economia no próximo ano.
Caso se confirme, será o pior resultado anual desde 2020, quando o país enfrentou uma retração de 3,3% em meio à pandemia de Covid-19.
Selic a 15%
O Comitê de Política Monetária (Copom), do Banco Central (BC) manteve a taxa básica de juros, a Selic, no patamar de 15% ano.
A decisão marcou a segunda vez em que o comitê decide manter os juros nesse patamar.
Apesar da manutenção da taxa, o nível dos juros básicos é o maior em 19 anos.
“O Copom decidiu manter a taxa básica de juros em 15,00% a.a., e entende que essa decisão é compatível com a estratégia de convergência da inflação para o redor da meta ao longo do horizonte relevante. Sem prejuízo de seu objetivo fundamental de assegurar a estabilidade de preços, essa decisão também implica suavização das flutuações do nível de atividade econômica e fomento do pleno emprego”, diz trecho do comunicado.
A nota do Copom sobre a decisão aponta que o colegiado reforçou que o ambiente externo segue desafiador. Além disso, ressalta que as expectativas de inflação para 2025 e 2026 seguem em valores acima da meta.
“As expectativas de inflação para 2025 e 2026 apuradas pela pesquisa Focus permanecem em valores acima da meta, situando-se em 4,8% e 4,3%, respectivamente. A projeção de inflação do Copom para o primeiro trimestre de 2027, atual horizonte relevante de política monetária, situa-se em 3,4% no cenário de referência”, diz trecho.
O Copom afirmou que “segue acompanhando” os anúncios do governo Trump em relação ao tarifaço sobre produtos brasileiros “e como os desenvolvimentos da política fiscal doméstica impactam a política monetária e os ativos financeiros, reforçando a postura de cautela em cenário de maior incerteza. O cenário segue sendo marcado por expectativas desancoradas, projeções de inflação elevadas, resiliência na atividade econômica e pressões no mercado de trabalho.”
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