Adeus às antigas informações nas latas? Nova regra muda sardinhas, mexilhões e berbigões
Uma nova regra já está mudando a forma como conservas de sardinha, mexilhões, berbigões, atum e outros produtos de pesca e aquicultura aparecem nas prateleiras
Uma nova regra já está mudando a forma como conservas de sardinha, mexilhões, berbigões, atum e outros produtos de pesca e aquicultura aparecem nas prateleiras da Espanha.
Desde o início de 2026, o Real Decreto 1082/2025 passou a exigir informações mais precisas nos rótulos, eliminando denominações consideradas ambíguas e aumentando a transparência para o consumidor.
O que realmente muda nas latas de conservas de sardinha?
A principal alteração está na identificação dos produtos. O rótulo precisa utilizar a denominação comercial oficial aceita na Espanha e, em determinados casos, também a denominação científica correspondente, seguindo referências da base ASFIS da Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO).
Na prática, o consumidor passa a ter mais informações para saber exatamente qual espécie está comprando. A medida atinge produtos como sardinhas, mexilhões, berbigões, atum e ventresca.

Quais informações passam a ter regras mais rígidas?
A legislação também estabelece critérios específicos para termos usados frequentemente nas embalagens. Isso reduz a possibilidade de expressões genéricas serem utilizadas de maneiras diferentes pelos fabricantes.
Entre os conceitos que passam a seguir requisitos definidos estão:
Preparação
“Limpo” e “eviscerado” devem indicar corretamente como o alimento foi preparado antes da comercialização.
Processamento
Expressões como “ultracongelado” e “pasteurizado” precisam corresponder ao tratamento aplicado ao produto.
Forma de preparo
Termos como “a defumado” e “em escabeche” passam a seguir critérios específicos de preparação.
Cortes específicos
“Ventresca”, “cocochas”, “anilhas”, “filé” e “lombo” devem corresponder efetivamente aos cortes indicados.
Assim, a descrição impressa na embalagem deve representar efetivamente as características do alimento vendido.
Por que as conservas de sardinha e “sardinillas” também entram na mudança?
Um dos exemplos mais curiosos envolve a diferença entre sardinha e “sardinilla”. O termo, que antes podia ser utilizado de maneira mais ampla, agora depende de limites específicos de tamanho e peso.
Para produtos do Mediterrâneo, por exemplo, a “sardinilla” deve medir entre 11 e 15 centímetros e pesar de 10,7 a 25 gramas. Em outros calados, os limites de comprimento ficam entre 11 e 13,7 centímetros, com peso de 12,5 a 25 gramas.
O que muda para mexilhões, berbigões e outros moluscos?
As conservas de mexilhão, berbigão e amêijoa também passam a seguir exigências atualizadas. Parte das regras anteriores remontava a 1985 e foi considerada inadequada diante das mudanças no consumo e nas técnicas de produção.
Com o novo decreto, os produtos precisam apresentar a denominação científica, uma descrição da forma como são apresentados e informações sobre determinados aditivos utilizados para preservar a textura.
A mudança, portanto, não significa o fim das latas de sardinha ou mexilhão. O que chega ao consumidor é uma nova exigência de identificação, com o objetivo de tornar o conteúdo e as características das conservas mais claros e verificáveis.
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