Vaso sanitário (de ouro) é vendido por US$ 12,1 milhões
Obra do artista italiano Maurizio Cattelan satiriza o excesso de riqueza; peça de 18 quilates foi roubada em 2019
“América”, o vaso sanitário mais caro do mundo, feito de ouro 18 quilates, foi arrematado por US$ 12,1 milhões na Sotheby’s, em Nova York, durante um leilão realizado na noite de terça-feira, 18. O autor da dupla proeza (vaso e venda) é o artista Maurizio Cattelan. Segundo a casa de leilões, o comprador é uma “reconhecida marca sediada nos Estados Unidos”.
Lacração feita em ouro maciço
De acordo com Cattelan, a peça foi concebida para zombar o acúmulo exagerado de riqueza. Feita inteiramente em ouro, permaneceu em exibição em diversos locais ao redor do mundo. Entre os anos de 2016 e 2017, esteve exposta no Museu Guggenheim, de Nova York. Durante o período de exibição, o vaso foi utilizado por mais de 100 mil visitantes.
Quem mexeu no meu vaso?
A obra de arte, que pesa aproximadamente 100 quilos, foi alvo de um furto em 2019. O incidente ocorreu enquanto o vaso estava exposto no Palácio de Blenheim, situado no sul da Inglaterra. Ação foi rápida, e um registro em vídeo capturou a imagem dos criminosos enquanto carregavam o objeto para fora do museu.
Em junho de 2025, dois homens foram detidos e condenados a penas de 4 anos e 27 meses de reclusão.
Antes de ir ao vaso, coma-se a banana
O italiano gosta de polêmica. Em julho deste ano, um visitante de uma exposição de arte na cidade de Metz, França, consumiu uma banana cujo valor era estimado em milhões de dólares. A fruta – peça artística de Cattelan – estava fixada com fita adesiva a uma parede, e foi mordida no Centro Pompidou.
A obra, conhecida pelo título de “Comedian”, já havia sido vendida por US$ 6,2 milhões em um leilão realizado em Nova York no ano passado. Por sorte (ou azar) do comprador, o incidente não comprometeu a integridade do trabalho artístico. A peça foi restaurada (trocada por outra banana) e reinstalada poucos minutos após o ocorrido.
O Centro Pompidou explicou que a fruta, por ser um elemento perecível, é trocada de forma regular, de acordo com as instruções específicas do criador. O artista Maurizio Cattelan, autor do objeto provocador, ficou chateado pela confusão estabelecida entre o componente orgânico e a peça artística.
Cattelan lamentou que o visitante “tenha confundido a fruta com a obra de arte”. Ele observou que o espectador “se limitou a consumir apenas a fruta”, sem ingerir a casca ou a fita adesiva que a prendia à parede. De acordo com informações do jornal Le Républicain Lorrain, nenhuma queixa formal foi registrada pela instituição após a ação.
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