Museu da Imagem e do Som apresenta Jean Manzon em SP
Exibição gratuita de reúne 25 imagens e dois filmes, abrangendo o trabalho do fotógrafo francês nas décadas de 1940 e 1950
O Museu da Imagem e do Som (MIS) de São Paulo abriu ao público a exposição “Encontro: Jean Manzon e a Amazônia”. A mostra gratuita, que teve sua estreia na quarta-feira, 5, é organizada pela Secretaria da Cultura, Economia e Indústria Criativas do Estado de São Paulo. Os visitantes têm acesso a uma seleção de 25 imagens do fotógrafo francês Jean Manzon (1915 – 1990).
O acervo exposto foca nas expedições do fotógrafo e cineasta francês à Amazônia, realizadas durante os anos 1940 e 1950. Além do conjunto de imagens, a programação inclui a exibição de dois documentários produzidos pelo artista sobre o tema. A mostra está instalada na Sala Maureen Bisilliat, no térreo do MIS.
A curadoria da exibição é conduzida por André Sturm, que também é o diretor-geral da instituição. Sturm aponta que Manzon conseguia transformar o cotidiano em uma descrição visual, revelando um Brasil profundo, até então pouco conhecido. O método do fotógrafo se caracterizava por composições ousadas e um olhar emprestado da linguagem cinematográfica.
O documentário L’Amazone (1966) está entre os filmes apresentados ao público. Essa obra foi reconhecida internacionalmente ao receber o Leão de Ouro no Festival de Cinema de Veneza. A iniciativa complementa outra homenagem ao artista, ocorrida durante o Maio Fotografia no MIS 2025, quando a série “O Trabalho” foi exposta.
O fotojornalismo de um parisiense radicado em São Paulo
Jean Manzon, que nasceu em Paris em 1915 e faleceu em São Paulo em 1990, foi um profissional e artista radicado – e dedicado – no Brasil. Ele chegou ao país em 1940, aos 25 anos, depois de colaborar com revistas na França. Desde que chegou e ficou, o Brasil se transformou no objeto de sua vasta produção.
Manzon foi reconhecido como um dos principais nomes da renovação do fotojornalismo brasileiro. Seu período na revista O Cruzeiro é reconhecido pela aplicação de técnicas visuais advindas do cinema de vanguarda europeu. Sua atuação alterou o patamar de qualidade do fotojornalismo no território nacional.
O artista conquistou reconhecimento do público e da imprensa em pouco mais de uma década de trabalho. Ele é mencionado no rol de estrangeiros, como Pierre Verger e Claude-Lévi Strauss, que colaboraram para a consolidação da cultura brasileira. A totalidade de sua produção profissional inclui mais de 15.000 fotografias e mais de 750 documentários em curta-metragem.
Onde e quando?
A visitação está aberta de terça a sexta-feira, das 10h às 19h. Aos sábados, o horário é estendido, das 10h às 20h, e aos domingos e feriados, a mostra pode ser conferida das 10h às 18h. O MIS está localizado na Avenida Europa, 158, no bairro Jardim Europa, em São Paulo. A classificação indicativa é livre.
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