Entenda a comemoração do ano novo judaico
Rosh Hashaná trouxe orações, refeições simbólicas e reflexão espiritual para comunidades no Brasil e no mundo
O Rosh Hashaná, Ano Novo judaico, termina nesta quarta, 24, ao anoitecer, no fuso de Brasília.
A celebração começou no pôr do sol de segunda e marcou o início do ano 5786 no calendário judaico.
Durante os dois dias, judeus se dedicaram à oração, à introspecção e a refeições que simbolizam desejos de um ano bom e doce.
A tradição entende o Rosh Hashaná como aniversário da humanidade, ligado à criação de Adão e Eva.
É também o começo dos Dez Dias de Arrependimento, período que culmina no Yom Kippur, o Dia do Perdão.
Segundo a tradição, Deus julga cada pessoa e abre três livros: o dos justos, o dos perversos e o dos medianos. O destino só é definido no Yom Kippur.
O som do shofar, chifre de carneiro usado como instrumento, é um dos marcos da data.
Os toques são feitos nas manhãs do feriado, exceto quando o primeiro dia cai em shabat. De acordo com o Chabad.org, eles funcionam como alerta para a necessidade de arrependimento e proclamam a soberania divina.
Nas casas, o cardápio reforça a simbologia.
O gesto mais conhecido é mergulhar maçã no mel, pedindo um ano bom e doce. O pão trançado chamado chalá ganha formato circular, lembrando o ciclo da vida e a continuidade.
Entre sefarditas, há ainda tâmaras, abóbora e romã. Entre ashkenazis, peixe, cenoura e o gefilte fish, bolinho de peixe servido como entrada.
Outro costume é o Tashlich, realizado à tarde, junto a rios ou lagos. Fiéis recitam orações e sacodem as roupas, num gesto de lançar fora os pecados. A água simboliza a misericórdia divina e a renovação espiritual.
A cena se repete em várias cidades com comunidades judaicas.
O calendário judaico é lunissolar.
Os meses seguem a Lua e os anos se ajustam ao ciclo solar. Por isso, o dia sempre começa ao pôr do sol.
Em 2025, o feriado coincidiu com o fim de setembro no calendário gregoriano.
Com o encerramento do Rosh Hashaná, inicia-se a contagem regressiva para o Yom Kippur, marcado pelo jejum e pela busca de perdão.
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