O recuo do recuo
Entenda toda a confusão envolvendo o corte de verba do MEC.
A oposição havia convocado um ato que tinha por principal objetivo protestar contra o contingenciamento nas universidades federais. Mas o convite findou também aceito por universidades estaduais e escolas privadas.
Diogo Mainardi dedicou ao imbróglio uma edição do podcast do O Antagonista+.
Os pais dos alunos dessas escolas deveriam ter o direito de descontar um dia da mensalidade que pagam para seus filhos terem aulas com professores tão engajados. O AntagonistaNa véspera da manifestação, a Câmara aprovou a convocação de Abraham Weintraub para ainda hoje explicar os cortes no MEC. Mas Jair Bolsonaro já teria instruído o ministro a não mais reduzir o orçamento das instituições de ensino.
O presidente ligou para o ministro na nossa frente e pediu para rever. O ministro tentou contra-argumentar, mas não tem conversa. Delegado Waldir, líder do PSL na CâmaraO comentarista Alberto Drummond manteve um pé atrás em relação ao recuo.
A impressão que dá é que diversas decisões têm sido tomadas de modo personalista, sem o devido aprofundamento e sem a necessária discussão quanto a possíveis (e até previsíveis) desdobramentos. Alberto Drummond, um comentarista– Vida curta O recuo, no entanto, teve vida curta. Minutos depois, a Casa Civil veio com o “recuo do recuo”.
Segundo a pasta, o contingenciamento de verbas discricionárias no Ministério da Educação continua como antes. O AntagonistaPaulo Guedes achou por bem emitir uma nota reforçando o desmentido.
O Ministério da Economia esclarece que não houve nenhum pedido por parte da Presidência da República para que seja revisto contingenciamento de qualquer ministério. Ministério da Economia
Joice Hasselmann, líder do governo, tratou o assunto como um boato. E isso, como era de se esperar, causou indignação na dúzia de parlamentares que presenciou a ligação de Bolsonaro a Weintraub. Na tribuna da Câmara, o capitão Wagner desabafou. – O fogo amigo Com exclusividade para O Antagonista, o líder do Podemos na Câmara contou a Diego Amorim detalhes da reunião com o presidente.Pergunta no " Posto Ipiranga ".
— alvaro correa neto (@netodecampinas) May 15, 2019
Nós dissemos a ele que esse corte era uma ‘bomba atômica’. Que ele não precisava ter anunciado. Ora, isso é administração pública. Você vai remanejando, vai avaliando os cenários, vai esperando. Ele concordou na hora. Pensou, raciocinou, pegou o telefone e ligou para o ministro. E determinou a suspensão na nossa frente, todo mundo viu. E não pediu segredo. Eles desmentirem isso ficou muito ruim para nós. José Nelto, líder do Podemos na CâmaraOnyx Lorenzoni então veio à imprensa explicar que buscara rapidamente consertar o estrago do telefonema do presidente ao ministro da Educação.
Para que o dólar não acordasse hoje a 4 reais, eu e o ministro Abraham logo desmentimos. E o ministro explicou ao presidente que não pode suspender o contingenciamento, que é preventivo. Onyx LorenzoniContudo, a gestão da crise não foi tão pacífica assim.
Onyx Lorenzoni entrou na sala “bufando de raiva”, relatam os presentes. Houve bate-boca com o deputado Diego Garcia, do Podemos. O Antagonista– Um novo dia nasce Na manhã seguinte, a constatação de que o esforço de Onyx foi em vão.
Diogo Mainardi dedicou ao imbróglio uma edição do podcast do O Antagonista+.
Só tem jornalista no governo. Diogo MainardiO comentarista Alberto tinha razão. Ao fim, tudo não passou de mais uma “autocrise” do governo Bolsonaro. Para compreender o termo e conhecer outros exemplos, basta continuar a leitura AQUI.
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