Itaipu foi usada para ajudar Chávez a entrar no Mercosul
Não é de hoje que o valor da tarifa paga pela energia gerada em Itaipu é usada com fins políticos...
Não é de hoje que o valor da tarifa paga pela energia gerada em Itaipu é usado com fins políticos.

Os presidentes Lula e Lugo fecharam em 2009 um acordo no qual o Brasil praticamente triplicou a quantia que paga a seu vizinho pela energia elétrica que o Paraguai não consome. A expectativa era de que o valor anual de US$ 120 milhões chegasse a quase US$ 360 milhões.
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Não é de hoje que o valor da tarifa paga pela energia gerada em Itaipu é usado com fins políticos.

Os presidentes Lula e Lugo fecharam em 2009 um acordo no qual o Brasil praticamente triplicou a quantia que paga a seu vizinho pela energia elétrica que o Paraguai não consome. A expectativa era de que o valor anual de US$ 120 milhões chegasse a quase US$ 360 milhões.
O texto só foi ratificado pelo Congresso em 2011, já no governo Dilma. Entrou em vigor dias antes de a então presidente visitar Assunção.

Na mesma época, Dilma disse em reunião privada com Hugo Chávez que a renegociação do Tratado de Itaipu seria usada como argumento para persuadir o congresso do Paraguai a aceitar a Venezuela no Mercosul.

Os presidentes do Mercosul eram todos a favor de incluir a Venezuela, mas o congresso do Paraguai se recusava a aceitar a ditadura chavista no grupo. Telegrama secreto do Itamaraty publicado pela Folha mostrou que Lula estava “empenhado, junto a interlocutores no Paraguai”, pela adesão dos parlamentares.
O esforço, porém, não deu certo. Os demais integrantes do Mercosul aproveitaram o impeachment de Fernando Lugo, em 2012, para denunciar um “golpe” e suspenderem o Paraguai do bloco por um ano. Com o país temporariamente de fora, votaram a inclusão da Venezuela. E pronto.
Em 2017, já no governo Temer, foi vez de a Venezuela ser expulsa da turma.
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