Zema propõe idade mínima de 60 anos para indicados ao STF
Candidato do Novo também defende lista tríplice para escolha dos ministros da Corte
O ex-governador Romeu Zema, candidato à Presidência do Novo, propõe elevar para 60 anos a idade mínima dos indicados para indicados a cadeiras no Supremo Tribunal Federal (STF).
Hoje, a Constituição estabelece idade mínima de 35 anos e máxima de 70 anos para ministros da Corte.
“Eu quero idade mínima de 60 anos. O STF é para quem teve uma carreira intocável no setor jurídico ou então no setor acadêmico”, disse ao SBT News.
Zema também sugeriu a criação de uma lista tríplice para a escolha dos indicados ao Supremo.
“Eu quero que o presidente tenha uma lista tríplice como governador. Eu nomeei desembargadores através de lista tríplice; hoje já existe, todo desembargador é nomeado via lista tríplice e chegam bons nomes”, disse.
O próximo presidente terá a prerrogativa de indicar quatro ministros para a Corte.
Cury quer mulheres no STF
Já Augusto Cury, candidato à Presidência da República pelo Avante, revelou nesta quarta-feira, 19, que pretende indicar duas mulheres ao Supremo Tribunal Federal (STF) caso seja eleito.
“As mulheres representam o ouro da humanidade. Sem elas, nossos céus não teriam estrelas, nossas manhãs não teriam orvalhos. Elas são tão importantes que eu vou encorajá-las não apenas a participarem da política, mas também vou encorajá-las na gestão particular e privada. Está provado, segundo o FMI, quando as mulheres entram, aumentam de 5% a 20% a produtividade nas empresas. No STF, os próximos dois ministros não serão homens, serão mulheres, se eu estiver sentado na cadeira de presidente”, disse o psiquiatra durante sabatina no SBT Brasil.
Na segunda, 17, Cury afirmou que o Brasil vive um sistema de governo parlamentarista e defendeu que o país deveria ter um primeiro-ministro como o governador Tarcísio de Freitas (Republicanos).
“Não dá mais para termos um país presidencialista, onde o presidente é o superpresidente. Ele interfere em todas as áreas: economia, política externa e milhares de problemas para ser resolvido no dia-a-dia. Todos os países que se desenvolveram ou foram semipresidencialistas, com um presidente como chefe de Estado e um primeiro-ministro, ou parlamentaristas de fato”, disse ao portal Metrópoles.
“Eu gosto muito do Tarcísio e acho que deveria ter alguém no nível dele para ser um primeiro-ministro. E o presidente nos estratégicos, forças armadas e políticas externas. Assim, certamente, o Brasil será um país muito mais moderno”, acrescentou.
Segundo Cury, o primeiro-ministro cuidaria da “gestão, até para administrar o orçamento que é cooptado pelo Congresso e com indicadores de eficiência, porque não adianta só parlamentares terem uma parte do orçamento”.
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