Zema promete anistia a Bolsonaro e aponta “julgamento político”
Ex-governador afirmou que envolvidos com 8 de Janeiro devem responder por depredação e vandalismo
O candidato à Presidência Romeu Zema (Novo) afirmou nesta segunda-feira, 24, que concederá anistia ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) caso seja eleito. O presidenciável abriu a série de entrevistas da TV Globo.
“Não existe na história da humanidade uma tentativa de golpe que tenha sido um movimento de vandalismo como o de janeiro de 2023. Eu darei anistia, ou pelo menos, no mínimo, um tribunal que não seja político. O que vimos, foi perseguição. Uma moça que sujou o patrimônio público com batom.”
“Na minha opinião, quem fez, pensou e idealizou não fez esse crime”, acrescentou.
Zema afirmou que os envolvidos nos atos de 8 de janeiro devem ser punidos por “depredação” e “vandalismo”.
“Teve tiro?”, acrescentou.
Questionado sobre investigações da Polícia Federal (PF) envolvendo suspeitas de corrupção em seu governo, Zema afirmou ser favorável à prisão de eventuais culpados.
Salários em Minas
Zema também afirmou que os salários dos secretários estaduais de seu governo foram reajustados porque um ex-governador havia reduzido, no passado, os vencimentos de forma “populista”.
“Havia secretários que recebiam penduricalhos. Comigo não tem. Hoje, se um secretário recebe R$ 28 mil, é aquele valor e pronto. Antes recebia também R$ 50 mil em penduricalhos”, afirmou.
O ex-governador também disse que doava todo o seu salário para uma instituição de caridade.
Dívida no estado
Questionado sobre a dívida pública de Minas Gerais, Zema afirmou que o problema é uma herança de governos anteriores.
“A dívida de Minas foi feita no passado. Eu, que fui governador por quase oito anos, não fiz um financiamento. Ela foi herdada dos anos 90. Ela cresceu muito por causa dos juros de agiota do governo federal. Eu paguei R$ 23 bilhões de aposentado que não recebia aposentadoria, eu paguei R$ 13 bilhões para o governo”, disse.
“Hoje, a dívida representa muito menos para a economia de Minas do que quando assumi. Alguém deve R$ 10 mil. Se ele ganha R$ 3 mil, essa dívida pode ser elevada. Mas se ele ganha R$ 40 mil por mês, talvez tenha possibilidade de pagar essa dívida”, acrescentou.
Segundo Zema, a dívida de Minas está em “trajetória de queda”. O ex-governador também afirmou ter deixado o estado com superávit.
“Nós temos uma dívida hoje que é proporcionalmente menor do que oito anos atrás”, afirmou.
Zema também disse que a dívida está parcelada e, por isso, o estado conta com um fluxo de caixa para cumprir os pagamentos. O ex-governador afirmou ter vendido todas as empresas estatais, com exceção da Cemig (Companhia Energética de Minas Gerais).
Salário mínimo
Zema garantiu que o salário mínimo acompanhará a inflação, caso seja eleito presidente da República.
“Eu garanto que ninguém via ter perda. Se tiver inflação, nós daremos toda a inflação. Um absurdo qualquer aposentado ficar sem receber aposentadoria. (…) Se a economia tiver indo bem, sim [de aumentar o salário]. O que eu quero é que a taxa de juros caia. Com um governo sério, essa taxa cai para 6%. Só aí teremos economia de 800 bilhões por ano.”
Zema também afirmou ter a intenção de simplificar as leis trabalhistas e privilegiar a remuneração por horas.
Saúde e educação
O ex-governador também disse ter a intenção de manter os pisos básicos de investimento nas áreas de saúde e educação.
“Quero manter os pisos. Cidades no interior, ficam idosas. Mas há cidades no Centro-Oeste com muita gente jovem. Os prefeitos têm tido muita dificuldade. Tem lugar que não tem criança e jovem e está inventando programa para educação. Temos que fazer algo balanceado. O Brasil fez uma roupa única para todo mundo.”
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