Zema defende negociação com EUA: “A gente não briga com cliente”
Governador mineiro destacou a importância do mercado americano para o setor produtivo de seu estado
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo) defendeu nesta sexta-feira, 11, que o governo federal negocie com o presidente americano, Donald Trump, sobre o tarifaço de 50% imposto produtos brasileiros.
Segundo Zema, o seu estado “não pode ficar sem um cliente”, em referência aos Estados Unidos, “tão expressivo” para o setor produtivo.
“A gente não briga com cliente, não. A gente procura fazer aquilo que é o melhor para o cliente. E acho que o governo federal deveria ir nessa linha, e não ficar questionando clientes. Clientes a gente dialoga, a gente negocia e não fica mandando recados indiretos”, disse a jornalistas.
“Eu espero que venha a ser revisto rapidamente, porque não podemos ficar sem um cliente tão expressivo como [sic] os Estados Unidos, que é um grande comprador não só de café como minério de ferro, o aço produzido aqui em Minas Gerais e é lamentável que o Brasil tenha caminhado no sentido de se aliar a países que acabaram causando essa situação.
Mas estamos aí acompanhando. É um problema do governo federal que eu espero que seja equacionado o quanto antes, já que boa parte do setor produtivo de Minas Gerais depende dessas exportações“, concluiu.
Leia mais: “Medida errada e injusta”, diz Zema sobre tarifas de Trump
Recuo
Na quinta, 10, Zema divulgou um vídeo com críticas às tarifas anunciadas por Trump.
O governador mineiro classificou a medida como “errada e injusta”.
Segundo ele, defender a liberdade” de expressão “não pode significar atacar e quem produz o Brasil”.
“Eu não tenho dúvida de que tem motivação política no julgamento de Jair Bolsonaro. Por isso, tenho estado ao lado dele desde o início.
Também não tenho dúvida de que há tentativas de censurar a oposição a Lula nas redes sociais, de acabar com a liberdade de expressão. O STF, estamos vendo, já passou dos limites.
As provocações e intromissões de Lula em assuntos dos Estados Unidos são lamentáveis. Mas esses erros e injustiças não devem ser consertadas com mais injustiça e erro.
A taxação imposta pelo presidente Trump a produtos brasileiros é uma medida errada e injustiça. Ela precisa sim ser revista. Porque penaliza todos os brasileiros, gente que votou contra e a favor de Lula. Empresas que investem no Brasil e que nada tem a ver com disputas políticas e ideológicas.
Defender a liberdade não pode significar atacar quem trabalha e quem produz no Brasil.”
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Comentários (2)
Ana Maria
11.07.2025 20:13Só o Lula
Marian
11.07.2025 19:52Concordo. Mas o embate parece ser a via escolhida. É uma pena, estamos radioativos.