Zema confirma participação em ato pró-Bolsonaro na Paulista
No final de semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já havia confirmado presença no ato
O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), vai participar do ato pró-Bolsonaro que será realizado no Dia da Independência, em 7 de setembro, na avenida Paulista. O ato pedirá a anistia ao ex-presidente da República e aos réus do 8 de janeiro.
Bolsonaro irá a julgamento na Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) a partir de terça-feira, 2.
No final de semana, o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), já havia confirmado presença no ato. O chefe de Executivo paulista é considerado o principal nome da Direta à sucessão do ex-presidente da República, embora sofra boicote dos filhos de Bolsonaro.
Na sexta-feira, Tarcísio afirmou que concederia um indulto a Jair Bolsonaro como primeira medida caso se tornasse presidente da República.
“Na hora. Primeiro ato. Porque eu acho que tudo isso que está acontecendo é absolutamente desarrazoado”, disse, em entrevista ao Diário do Grande ABC.
O governador de Minas Gerais também fez sinalizações neste sentido. Em entrevista ao Roda Viva na semana passada, Zema declarou que apoiaria uma anistia a Bolsonaro.
“Apoiaria sim [uma anistia para Bolsonaro]. Eu quero é um Brasil pacificado e não um pai e mãe brigando e os filhos desassistidos, sem comida, sem tomar banho direito. Precisamos pacificar o Brasil. Já demos anistia no passado para assassinos, para sequestrados. Não vamos dar anistia neste caso?”, declarou Zema.
Anistia impossível?
O jurista Miguel Reale Jr., coautor do pedido de impeachment de Dilma Rousseff, afirmou em entrevista à Folha de S.Paulo não acreditar em nenhuma possibilidade de avanço para uma eventual anistia ao ex-presidente.
Para o advogado e ex-ministro da Justiça, “a anistia seria uma traição à democracia”.
“A outra hipótese de anistia seria a pacificação. Mas não há pacificação. Os defensores da anistia não querem pacificação, querem impunidade. Com a pacificação, não se teria a violação da soberania brasileira e a busca de constrangimentos à economia brasileira. Não é uma guerra comercial, é uma guerra econômica, para pressionar decisões do STF, para pressionar decisões políticas internas do Brasil. A maior potência norte-americana, alimentada por Bolsonaro e seus filhos, faz coação e chantagem com o Brasil. Que pacificação é essa?”, questionou.
Leia também: Apoiadores fazem ato em frente a condomínio de Bolsonaro
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Comentários (1)
Marcia Elizabeth Brunetti
01.09.2025 13:04Zema em busca dos eleitores bolsonaristas, assim como Tarcísio e Caiado. Será que vale? Se Bozo e família assinassem um documento afirmando que nunca mais se meteriam na política eu até me disporia a dar anistia. Ainda assim, seria mais pelas tiazinhas do zap.