Zema cita renúncia no Paraguai para atacar impunidade no caso Master
"Um escândalo no Brasil, o que acontece? Ninguém nunca mais vê o dinheiro, ministros do STF envolvidos seguem no cargo, presidente reeleito."
O ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo) comparou nesta quinta-feira, 5, o escândalo envolvendo o Banco Master, no Brasil, à crise do Ueno Bank, no Paraguai.
O episódio levou à renúncia do presidente paraguaio, Santiago Peña.
Em publicação nas redes sociais, Zema criticou a condução dos dois casos e apontou diferenças nas consequências políticas e judiciais dos escândalos.
“Um escândalo no Paraguai, o que acontece? Dinheiro devolvido, criminosos presos, presidente renuncia. Um escândalo no Brasil, o que acontece? Ninguém nunca mais vê o dinheiro, ministros do STF envolvidos seguem no cargo, presidente reeleito. Difícil demais…”, escreveu.
Renúncia de Peña
A renúncia do presidente paraguaio ocorre em meio à crise envolvendo o banco digital Ueno, que fechou as portas e deixou clientes sem acesso ao próprio dinheiro.
O banco emprestou mais dinheiro do que suas reservas de segurança permitiam.
Com isso, o Banco Central assumiu o controle e iniciou a liquidação para proteger o dinheiro de aproximadamente 3 milhões de clientes.
As investigações apontam que o Ueno administrava cerca de 850 milhões de dólares em recursos do Estado paraguaio, incluindo verbas de fundo de pensão e aposentadoria.
Peña foi acionista do grupo controlador da instituição até março de 2025, quando vendeu suas ações. Ele era presidente desde agosto de 2023.
O vice-presidente, Pedro Alliana, deverá assumir o poder e ficar até 2028.
O Congresso arquivou o pedido de impeachment de Alliana. O processo contra Peña, contudo, segue adiante.
Diferentemente do escândalo do Banco Master no Brasil, os paraguaios estão agindo para punir os envolvidos.
Leia mais em Crusoé: Por que a crise no Paraguai é diferente do caso Master
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