Zelensky pede encontro com Lula na ONU
Governo brasileiro ainda não confirmou se aceitará convite para reunião bilateral
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, pediu uma reunião bilateral com Lula (PT) durante a Assembleia-Geral da ONU, na próxima semana, em Nova York. O governo brasileiro ainda não confirmou se aceitará o encontro, que seria o segundo entre os dois líderes.
A última reunião entre Lula e Zelensky ocorreu em setembro de 2023, também às margens da Assembleia-Geral da ONU. Desde então, os dois presidentes tiveram desencontros em cúpulas internacionais, como no G7 em Hiroshima, Japão, em maio de 2023, e na cúpula do G7 no Canadá, em 2024.
Em 2023, Zelensky acusou o petista de “coincidir com as narrativas” do ditador russo Vladimir Putin, após o mandatário brasileiro ter dito que nem Rússia, nem Ucrânia querem a paz.
Lula embarca para Nova York neste fim de semana e deve permanecer até o dia 24. A primeira-dama, Janja, já está nos EUA desde quarta-feira. Além do discurso na ONU, na terça-feira, 23, ele participará de eventos paralelos, como a abertura da Semana do Clima de Nova York e uma reunião sobre a Palestina promovida pela França e Arábia Saudita.
Na ONU, o presidente brasileiro abre tradicionalmente os discursos dos chefes de Estado, com o presidente dos EUA, Donald Trump, falando logo em seguida.
Lula na festa militar de Putin
Lula, que tem se desencontrado com Zelensky em várias oportunidades, participou em maio deste ano da cerimônia militar promovida por Putin para marcar os 80 anos da derrota do nazismo. A celebração, transformada em demonstração de força pelo líder russo, gerou críticas internacionais e dentro do Brasil.
O petista minimizou o uso político do evento por Putin e afirmou na ocasião que a posição do Brasil sobre a guerra na Ucrânia é “muito sólida”, em referência à proposta de paz defendida com a China: “Essa guerra só pode acabar se os dois quiserem”.
Leia em Crusoé: Dia da Derrota
Lula esteve ao lado de ditadores como Nicolás Maduro (Venezuela) e Aleksandr Lukashenko (Belarus) no desfile da vitória, que exibiu tanques da Segunda Guerra e drones usados na guerra contra a Ucrânia. A presença do petista foi criticada por líderes estrangeiros e pela oposição no Brasil.
Leia também: Macron cobra Lula por pressão sobre Putin
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (1)
ALDO FERREIRA DE MORAES ARAUJO
20.09.2025 19:26Sinceramente, não entendo o que o presidente ucraniano espera conseguir de Lula, só for forçar o brasileiro admitir às claras, sem meias palavras, que está com Putin e não abre.