Lula defende participação na festa militar de Putin
“Se tudo for exploração política, você não pode fazer nada”, diz o petista
O presidente Lula (PT) defendeu neste sábado, 10, em Moscou, sua participação na cerimônia militar promovida pelo ditador Vladimir Putin para marcar os 80 anos da derrota do nazismo. A celebração, transformada em demonstração de força pelo líder russo, gerou críticas internacionais e dentro do Brasil.
Segundo Lula, as reações negativas — sobretudo na Europa — são uma “exploração política”.
“A Europa deveria estar festejando no dia de ontem. […] Graças ao que aconteceu em 1945, o nazismo que tomava conta da Alemanha foi derrotado”, afirmou.
O presidente minimizou o uso político do evento por Putin e reforçou que a posição do Brasil sobre a guerra na Ucrânia é “muito sólida”, em referência à proposta de paz defendida com a China: “Essa guerra só pode acabar se os dois quiserem”.
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Lula e ditadores
Na sexta-feira, 9, Lula esteve ao lado de ditadores como Nicolás Maduro (Venezuela) e Aleksandr Lukashenko (Belarus) no desfile da vitória, que exibiu tanques da Segunda Guerra e drones usados na guerra contra a Ucrânia. A presença do petista foi criticada por líderes estrangeiros e pela oposição no Brasil.
Enquanto Lula discursava em Moscou, líderes de França, Alemanha, Polônia e Reino Unido faziam uma visita surpresa a Kiev. Emmanuel Macron, Donald Tusk, Friedrich Merz e Keir Starmer anunciaram um plano de cessar-fogo de 30 dias e ameaçaram novas sanções contra a Rússia.
A ida de Lula a Moscou também provocou reação do governo ucraniano, que afirmou que o brasileiro perdeu credibilidade como possível mediador da guerra.
Apesar das críticas, Lula tentou reforçar o papel do Brasil como defensor do multilateralismo, apesar da proximidade com Putin..
“Se tudo for exploração política, você não pode fazer nada”, disse. Para ele, participar da cerimônia não o desqualifica como interlocutor por paz. “A nossa posição continua a mesma: nós queremos paz”.
Em coletiva antes de embarcar para a China, Lula relatou ter discutido com Putin uma solução para o conflito e disse estar “à disposição para ajudar, desde que os dois lados queiram a paz”.
Segunda fila
Apesar dos abraços fraternos em Putin, o petista e a primeira-dama Janja ficaram em lugares de menor destaque na parada militar do Dia da Vitória.
Durante a parada militar, as câmeras de televisão deram mais destaque aos ditadores da China, Xi Jinping, e da Venezuela, Nicolás Maduro.
Após o desfile, o presidente brasileiro participou de uma cerimônia de oferenda floral no túmulo do soldado desconhecido.
Mas Lula e Janja ficaram só na segunda fileira.
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Comentários (5)
FRANCISCO
10.05.2025 15:43Para que sair do Brasil para lamber as botas do Putin. E a gastadeira Janja foi fazer o que em Miscou? Quem vai os gastos da Janja? Cadê a PGR?
Marian
10.05.2025 15:12Segundo plano, é o lugar daqueles que não são prioritários, valorizados. Bem feito!
Clayton De Souza pontes
10.05.2025 14:54Essa ida à Rússia é a cereja do bolo da política externa imprestavel do descondenado Lula. Somente busca se associar a ditadores e provavelmente quer o mesmo pro Brasil
Marcos Rezende
10.05.2025 13:44Que vergonha. E ainda foi relegado a segundo plano. É o LULOPETISMO que hipocritamente se diz democrático. Mas o pendor ditatorial e despótico é evidente.
Andre Luis Dos Santos
10.05.2025 13:04Venha 2026!