Zelensky escolhe militar como novo chefe de seu gabinete
Antecessor renunciou ao cargo após autoridades realizarem buscas em sua casa como parte de uma investigação sobre corrupção
O presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelensky, anunciou nesta sexta-feira, 2, que nomeou o militar Kyrylo Budanov como o novo chefe do gabinete da Presidência. A nomeação ocorre pouco mais de um mês depois da renúncia de Andriy Yermak ao cargo.
Yermak era considerado o braço direito de Zelensky e, desde 2020, ocupava a chefia do gabinete. Ele renunciou em 28 de novembro, após autoridades realizarem buscas em sua casa como parte de uma investigação sobre corrupção.
“A experiência e a competência de Kyrylo são suficientes para conduzir o trabalho do Gabinete em matéria de segurança e no processo de negociação exatamente como necessário”, afirmou Zelensky ao anunciar o novo chefe.
Budanov chefiava a Inteligência de Defesa da Ucrânia desde 2020. Segundo o presidente ucraniano, este posto agora passará a ser ocupado pelo militar Oleh Ivashchenko. “Ele já atuou na Inteligência de Defesa e liderou o Serviço de Inteligência Estrangeira da Ucrânia – um profissional altamente qualificado. Uma decisão sobre o Serviço de Inteligência Estrangeira será tomada em breve”, pontuou Zelensky.
Rússia não quer fim da guerra?
Ainda nesta sexta-feira, Zelensky afirmou, ao denunciar um novo bombardeio contra o território ucraniano, que “só a Rússia não quer que esta guerra termine”.
Segundo o presidente ucraniano, dois mísseis atingiram uma área residencial comum em Kharkiv. Um dos prédios foi gravemente danificado. O número de vítimas ainda é desconhecido.
No X, Zelensky disse que Moscou faz “tudo” para garantir que a guerra continue e cobrou a continuidade do apoio internacional a Kiev.
Na última quarta-feira, 31, o presidente da Ucrânia disse, em mensagem de Ano Novo publicada no X, que um acordo para pôr fim à guerra entre Rússia e Ucrânia está “90% pronto“.
“Nossos argumentos foram ouvidos? Esperamos sinceramente que sim. Concordaram conosco? Não totalmente. Ainda não. É precisamente por isso que, por ora, falamos de 90%, e não dos 100%, de prontidão para um acordo de paz. As intenções devem se tornar garantias de segurança. E, portanto, precisam ser ratificadas. Pelo Congresso dos EUA, pelos parlamentos europeus, por todos os parceiros”, fala o presidente ucraniano no vídeo publicado.
“Um pedaço de papel no estilo de Budapeste não satisfará a Ucrânia. A Ucrânia não precisa de uma armadilha meticulosamente elaborada no estilo de Minsk. Assinaturas em acordos fracos só alimentam a guerra. Minha assinatura estará em um acordo forte. E é exatamente sobre isso que cada reunião, cada telefonema, cada decisão trata agora. Garantir uma paz forte para todos”.
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