“Vou ser o próximo presidente”, diz Flávio em 1º ato de campanha
Em discurso na Praia de Copacabana, senador chama Lula de “caloteiro da esperança” e exalta legado de Jair Bolsonaro
Flávio Bolsonaro (PL) iniciou neste domingo, 16, sua campanha à Presidência com um ato na Praia de Copacabana, no Rio de Janeiro. Em discurso, o senador afirmou que pretende enfrentar o que chamou de “sistema”.
“Vou ser o próximo presidente da República porque vou enfrentar esse sistema”, declarou.
O senador também criticou a atuação do governo Lula na segurança pública e acusou a gestão petista de não combater o crime organizado.
Chamou Lula de “caloteiro da esperança” e afirmou que o país perdeu soberania para facções criminosas.
Flávio voltou a dizer que pretende classificar grupos criminosos como organizações terroristas e defendeu uma aproximação maior com os Estados Unidos. Segundo ele, pretende negociar acordos comerciais com diferentes países.
“Eu sou o único que pode sentar com os Estados Unidos, com a China, com Israel, com o Oriente Médio, com a Índia e com a Argentina e fazer os melhores e maiores acordos comerciais pelo bem da nossa nação”, afirmou.
Leia mais:
Flávio inicia campanha: “Estou mais que preparado para comandar esse país”
Legado de Jair Bolsonaro
A escolha de Copacabana buscou reproduzir o cenário de manifestações que marcaram a trajetória política de Jair Bolsonaro.
O ato reuniu apoiadores vestidos de verde e amarelo e teve a presença de aliados do PL.
Flávio comparou a própria trajetória à do pai e afirmou estar assumindo a missão deixada por ele. Durante o discurso, foi reproduzido um áudio antigo de Jair Bolsonaro, que está em prisão domiciliar.
“Eu sei que estão olhando para mim e lembrando de uma pessoa. Sei que pareço com ele, mas é difícil comparar o filho do Pelé com o Pelé. Estou com toda humildade aceitando essa missão que o presidente Bolsonaro me passou”, disse.
E acrescentou:
“Eu sempre disse que não precisa ter medo de Bolsonaro. Só precisa ter respeito. Bolsonaro nunca foi uma ameaça para a democracia. Nós sempre fomos o último obstáculo para que esse país não virasse uma ditadura de uma vez por todas.”
O senador também puxou um coro de “volta Bolsonaro” e afirmou que o pai poderia acompanhar o evento pela televisão. A mãe, Rogéria Bolsonaro, participou do ato, assim como a esposa de Flávio, Fernanda Bolsonaro.
O candidato a vice, Alfredo Gaspar, e Douglas Ruas, candidato do PL ao governo do Rio, também estiveram no palanque. Michelle Bolsonaro, candidata ao Senado pelo Distrito Federal, não participou do evento. Ela esteve em ato de campanha no Distrito Federal.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)