Vorcaro aciona Comissão Interamericana de Direitos Humanos para deixar prisão
A defesa apresentou a denúncia ao órgão internacional na terça-feira da semana passada, 27, após a manutenção de sua prisão preventiva
Os advogados do ex-controlador do Banco Master Daniel Vorcaro acionaram a Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) contra o Brasil para pedir a liberdade do banqueiro. Ele está preso desde março deste ano.
A informação foi publicada pelo site Metrópoles.
A defesa apresentou a denúncia ao órgão internacional na terça-feira da semana passada, 27. Segundo os advogados, Vorcaro é alvo de violações de direitos humanos e o Supremo Tribunal Federal (STF) não analisou até agora um pedido de soltura apresentado em 18 de setembro. O caso está nas mãos do presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin.
A defesa afirma ainda que não há denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR) contra Vorcaro que justifique a manutenção de sua prisão preventiva.
Outro argumento apresentado aos organismos internacionais é o de que a prisão preventiva do banqueiro não teria sido reavaliada a cada 90 dias, como prevê a legislação brasileira.
“A decisão de 29 de outubro manteve o caso na Presidência, em caráter provisório, mas o pedido de liberdade apresentado em 18 de setembro continua sem ser apreciado. E, como o caso está na mais alta corte do país, não há instância superior a que recorrer. Não se trata de simples demora: há uma pessoa presa e, há mais de 40 dias, nenhuma decisão sobre o seu pedido. Persiste a negação do próprio acesso à Justiça”, afirmou a defesa, conforme documento obtido pelo Metrópoles.
Defesa alega adulteração de arquivos do celular de Vorcaro
A defesa do ex-banqueiro afirmou na noite de quinta-feira ter identificado alterações no celular dele apreendido pela Polícia Federal (PF) e usado como uma das principais fontes de prova da Operação Compliance Zero.
A defesa afirma ter apresentado ontem uma petição ao Supremo Tribunal Federal (STF) lastreada em análise técnica preliminar do perito Marcos Monteiro, assistente técnico dos advogados, sobre o material entregue pela PF a partir do celular.
Segundo a nota, a perícia foi solicitada porque Vorcaro não reconhece a veracidade de vários dos conteúdos vazados do celular à imprensa, e a análise preliminar realizada concluiu que, somente em 18 de novembro de 2025, com o celular já apreendido, 657 arquivos foram modificados e 436 foram criados.
Entre os modificados, 59 são bancos de dados, e entre os criados, 94 são imagens e cinco são bancos de dados.
Além disso, entre 23h22 de 17 de novembro e 2h25 de 18 de novembro de 2025, com o aparelho já sob custódia policial e em modo avião, foram 207 eventos de tela, 33 ativações da câmera frontal pelo componente de reconhecimento facial e três conexões pela porta USB.
“O banco de dados do WhatsApp foi modificado à 1h48min14s, seis segundos depois de uma dessas conexões. Registros de senhas foram criados ou modificados entre 2h03 e 2h25. Nada disso consta do termo de apreensão. O aparelho registrou atividade durante a madrugada, enquanto estava nas mãos do Estado, e não há um documento sequer que diga quem o manuseou, por que e com que resultado”, afirma a defesa, na nota.
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