“Volta à normalidade passa por anistia ampla, geral e irrestrita”, repete Flávio
Senador afirmou que o país não vive uma "democracia plena", após PGR pedir a condenação de Jair Bolsonaro no caso da trama golpista
O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) repetiu nesta terça-feira, 15, que a “volta à normalidade” no país “passa, inevitavelmente, por uma anistia ampla, geral e irrestrita” aos réus do 8/1 e envolvidos no caso da trama golpista.
A publicação em seu perfil oficial no X foi feita no dia seguinte à Procuradoria-Geral da República (PGR) pedir que o seu pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), seja condenado por liderar uma trama golpista para permanecer no poder no final de 2022, cujas penas somadas podem superar 40 anos de prisão.
“Todos nós sonhamos com a volta à normalidade no Brasil! Isso passa, inevitavelmente, por uma anistia ampla, geral e irrestrita. Lembre-se que empresários foram perseguidos, tiveram contas bancárias bloqueadas, alguns até presos, por uma conversa privada de WhatsApp.
Não podemos continuar vivendo num país onde até discussão com um ministro do STF no aeroporto vira “atentado contra a democracia”. Não estamos numa democracia plena, não quero deixar esse Brasil para as minhas filhas!”, escreveu no X.
“Bombas atômicas”
Na última quinta, 11, Flávio já havia defendido que a anistia seja aprovada o Brasil antes “que caiam duas bombas atômicas no país”.
O filho mais velho do ex-presidente Jair Bolsonaro usou uma analogia, citando a mudança de postura dos japoneses durante a Segunda Guerra Mundial, após os Estados Unidos realizarem bombardeios contra Hiroshima e Nagasaki.
Eis a íntegra do comentário:
“Como é que sai dessa enrascada agora? A gente vai continuar com nosso orgulho de ser brasileiros, todos nós temos orgulho de ser brasileiros, mas como é que resolve essa situação?
Se você olhar para a Segunda Guerra Mundial, o que é que os Estados Unidos fez [sic] com o Japão? Lança uma bomba atômica para Hiroshima, para demonstrar força. Qual foi a reação do Japão naquela época? Falou: ‘Olha, nós aqui somos patriotas, isso é uma interferência dos Estados Unidos no nosso país, vamos resistir, fora ianques!’
Qual foi a consequência três dias depois? Uma segunda bomba atômica, em Nagasaki! Para aí depois, sim, haver, no dia 16 de agosto de 1945, portanto duas semanas depois da primeira bomba, uma rendição formal por parte do Japão!
Então essa situação tem que ser encarada como uma negociação de guerra, sim , onde nós não estamos em condições normais. Nós não estamos em condições de exigir nada por parte do governo Trump. Ele vai fazer o que ele quiser independente da nossa vontade.
Cabe a nós termos a responsabilidade de evitar que caiam duas bombas atômicas aqui no Brasil, para depois nós anunciarmos que vamos fazer anistia, para depois nós anunciarmos – que eu acho que é uma segunda coisa que ele vai querer também colocar na mesa da negociação, porque é o que está na carta dele, que é a questão da – liberdade de expressão nas redes sociais“, disse Flávio à CNN Brasil.
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Comentários (2)
Andre Luis Dos Santos
15.07.2025 22:40Ai FB, na boa, VTNC!!! Você e sua família toda, inclusive seu pai, que logo ira se tornar um PRESIDIARIO.
Emerson
15.07.2025 21:54Pois é , parece que a Lava Toga está fazendo falta .