Vieira sai em defesa de Zema contra Gilmar
Para o senador, Romeu Zema sofre uma "tentativa de criminalização por conta de opiniões manifestadas em vídeos satíricos"
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) manifestou nesta quinta-feira, 23, “total solidariedade” ao ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo), alvo de ataques do ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal.
Para o parlamentar, Zema sofre uma “tentativa de criminalização por conta de opiniões manifestadas em vídeos satíricos”.
“Manifesto total solidariedade ao ex-governador Romeu Zema, que sofre da parte do ministro Gilmar Mendes uma tentativa de criminalização por conta de opiniões manifestadas em vídeos satíricos. É mais uma demonstração do quanto alguns ministros se enxergam como intocáveis. Isso é incompatível com uma República democrática verdadeira”, escreveu o senador, que também tem sido alvo dos ataques de Gilmar, no X.
O “dialeto próximo do português” de Zema
Em entrevista à Record News, o decano Gilmar Mendes disse que Zema “fala um dialeto próximo do português”.
“Muitas vezes a gente não o entende, não é? Tu estava imaginando que ele fala uma língua lá do Timor Leste, um tétum ou coisa assim, mas, de qualquer forma, naquilo que for inteligível, é importante que a Procuradoria, a Polícia Federal, o próprio ministro Alexandre [de Moraes] aprecie”, disse o ministro.
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Os intocáveis
Gilmar pediu a inclusão de Zema no interminável inquérito das fake news por causa de uma animação satírica na qual o ministro Dias Toffoli pede ajuda ao decano do STF após a CPI do Crime Organizado aprovar a quebra de sigilo da empresa Maridt. Toffoli é sócio dessa empresa, que fez negócios com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Em entrevista à TV Globo, o decano do STF disse que tem “a impressão de que o inquérito continua necessário”.
“E ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado. Veja, por exemplo, a coragem, eu diria, a covardia do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte, pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crime. Isso pode ser deixado assim? Acho que não. É preciso que haja resposta. Eu acho que foi um momento importante de o Supremo ter aberto o inquérito e mantê-lo pelo menos até as eleições. Acho que é relevante”, disse Gilmar.
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