Vieira diz que tentará “despertar o Senado” sobre atuação de Moraes
Senador cobra ação “firme e equilibrada” de Fachin diante do caso
O senador Alessandro Vieira (MDB-SE) afirmou nesta quinta, 3, que tentará “despertar o Senado de um sono profundo” diante da atuação do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF).
Em postagem no X, o parlamentar mencionou trecho do documento em que Moraes inclui Mendonça no inquérito das fake news e atribui ao colega a prática de crimes como abuso de autoridade, crime de responsabilidade e improbidade administrativa.
“Moraes disse que há presença de fortes indícios da prática de improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos no exercício da relatoria”. Poderia ser uma confissão, mas é o ministro Moraes usando o interminável inquérito das fakenews para acusar um colega que pediu investigação do próprio ministro Moraes no caso Master. Na condição de senador vou usar todos os instrumentos possíveis para despertar o Senado de um sono profundo que é contrário aos interesses do Brasil.”
Vieira ainda afirma que, na condição de cidadão, irá “rogar pela ação firme e equilibrada do presidente Fachin”.
“Como alerto há meses, este escândalo não cabe debaixo do tapete.”
Pedido de Moraes
Em documento enviado a Fachin, Moraes sugere que Mendonça tenha praticado crimes de “improbidade administrativa, abuso de autoridade, crime de responsabilidade e favorecimento a determinados grupos políticos” no âmbito das operações Sem Desconto e Compliance Zero.
Os dois casos estão sob a relatoria do ministro André Mendonça.
Moraes afirma que, em relatório, a PF “aponta os riscos à produção probatória e da preservação da cadeia de custódia em virtude dos procedimentos absolutamente atípicos do Ministro relator”.
Ainda segundo Moraes, em resposta à sua determinação, a PF encaminhou os “relatórios de inteligência”, que continham citações não apenas a ele próprio, mas também aos ministros Gilmar Mendes, Kassio Nunes Marques, Dias Toffoli e Luiz Fux.
Em trecho do documento, a PF afirma:
“Motivo da produção. A elaboração deste relatório decorre de dois vetores convergentes, identificados no curso das Operações Sem Desconto e Compliance Zero. O primeiro é o avanço progressivo do Ministro relator sobre atribuições próprias da Polícia Federal.
O segundo vetor são indícios crescentes de enviesamento da condução da supervisão judicial, manifestados em direcionamento temático de intensidade progressiva quanto a linha investigativa determinada, em assimetria de tratamento entre investigados de situação processual equivalente e em variação relevante nos prazos.”
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