Vice-presidente do PT esvazia candidatura do partido no MA
Essa é mais uma cena da crise interna do partido no Estado, que, até o momento, não conseguiu uma unidade em torno de Felipe Camarão
O vice-presidente nacional do PT e um dos vice-líderes da sigla na Câmara deputado Rubens Júnior (MA, foto) esvaziou a pré-candidatura do partido no Maranhão – a do vice-governador Felipe Camarão – após manifestar apoio explícito ao pré-candidato e ex-prefeito de São Luís Eduardo Braide (PSD).
Essa é mais uma cena da crise interna do partido no Estado, que, até o momento, não conseguiu uma unidade em torno de Camarão. Camarão rompeu com o governador Carlos Brandão (sem partido) e tenta se viabilizar na disputa local.
Em 11 de maio, Lula declarou oficialmente apoio a Felipe Camarão. Mas na semana passada, Brandão publicou uma imagem – feita neste mês – ao lado do presidente da República. O Lula reafirmou que Brandão era um de seus aliados no Estado. A imagem foi vista como mais um sinal de esvaziamento da pré-candidatura de Camarão.
Brandão pretende lançar o sobrinho Orleans Brandão (MDB) na disputa pelo Palácio dos Leões, em uma coalisão que deve reunir os históricos do MDB. Um dos artífices da pré-candidatura é o ex-senador e ex-presidente da República José Sarney.
Acusações de coação a parlamentares no Estado
Como mostramos, o deputado estadual Yglésio Moyses (PRD-MA) acusou o ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Flávio Dino, de supostamente usar a influência do cargo para pressionar e chantagear políticos com o objetivo de favorecer a pré-candidatura de Eduardo Braide (PSD) ao governo do Maranhão.
Em discurso na Assembleia Legislativa do Maranhão em 17 de junho, mas que viralizou em 7 de julho, o parlamentar afirmou que o ministro supostamente atuaria politicamente em apoio ao ex-prefeito de São Luís, em oposição à possível candidatura do vice-governador Felipe Camarão (PT).
O deputado, entretanto, não apresentou documentos ou outras evidências que corroborassem as acusações. O gabinete de Dino, inclusive, tem reforçado que o ministro não se envolve em questões políticas locais desde 2023.
Segundo Yglésio, o deputado federal André Fufuca (PP) teria rompido com o governador Carlos Brandão (MDB) para se alinhar ao projeto político de Braide.
“Não é normal que seja na base da chantagem. O que se repudia é o que Flávio Dino faz no estado do Maranhão: chantagear políticos, ameaçá-los para tentar alcançar o objetivo que ele tem, que é derrotar Brandão”, disse.
As declarações de Yglésio e a decisão de Rubens Júnior são novos episódios na disputa pela sucessão estadual após o rompimento político entre Dino e Brandão, antigos aliados.
A relação entre os dois remonta ao início da carreira eleitoral de Dino. Em 2006, Brandão e Dino foram eleitos deputados federais. Posteriormente, Brandão integrou a chapa de Dino como candidato a vice-governador e ocupou o cargo durante os dois mandatos do hoje ministro à frente do governo maranhense.
Com a ida de Dino para o Ministério da Justiça, em 2023, e posteriormente para o STF, Brandão assumiu protagonismo político próprio no Estado. Nos últimos anos, porém, divergências sobre indicações para cargos, condução política do governo e controle da base aliada provocaram o afastamento entre os dois grupos.
O rompimento também se refletiu na esfera judicial, com ações de aliados de Dino levadas ao STF envolvendo disputas políticas e administrativas no Estado.
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Comentários (2)
Mariad
14.07.2026 09:29Duvido que não!
Dá tanto desgosto saber desses casos, especialmente no Nordeste, onde o povaréu ignorante ainda aplaude Lula, o PT e seus correligionários. Quando esse povo vai abrir os olhos !!!!