Van Hattem acusa Gilmar de “xenofobia” e “homofobia” contra Zema
"Gilmar Mendes não está bem. E é bom que exponha exatamente quem ele é e o que ele representa", escreveu o parlamentar
O deputado federal Marcel van Hattem (Novo-RS) acusou o ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), de praticar xenofobia contra os mineiros e homofobia contra o ex-governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo).
“Depois de xenofobia contra os mineiros, agora homofobia. Gilmar Mendes não está bem. E é bom que exponha exatamente quem ele é e o que ele representa nesses ataques baixos contra Zema. Zema está incomodando os intocáveis”, escreveu van Hattem no X.
Também nesta quinta, 23, Gilmar criticou a animação satírica feita pelo ex-governador e comparou os efeitos dela a uma eventual sátira feita sobre Zema em que o representaria como “homossexual”.
“De fato nós rimos, achamos engraçados. Agora, se começamos a fazer piadas com coisas sérias, com as instituições… Imagine que nós comecemos a fazer bonecos do Zema como homossexual. Será que não é ofensivo? O se fizermos ele roubando dinheiro no estado, será que não é ofensivo? É é correto brincar com isso? Homens públicos podem fazer isso. Só essa questão. É só isso. É isso que precisa ser avaliado”, disse ao Metrópoles.
Em outra entrevista, o ministro disse que Zema fala uma “língua próxima do português”.
O estopim do confronto
A disputa teve origem em um vídeo divulgado por Zema no mês passado — e republicado na segunda-feira, 20, após a coluna Mônica Bergamo noticiar o pedido de Gilmar — em que bonecos caricatos imitam o próprio Gilmar Mendes e o ministro Dias Toffoli conversando sobre o caso Master.
Para Zema, enquadrar o conteúdo como desinformação representa uma restrição à liberdade de expressão: “Nós estamos vendo um atentado à democracia. Não se pode mais fazer caricatura, ser irônico”.
“Isso não pode ser feito, pelo que eu sei, na Coreia do Norte, em Cuba, em alguns regimes totalmente autoritários. Parece que estamos correndo risco neste momento de caminharmos nesse sentido”, afirmou.
Os intocáveis
Gilmar pediu a inclusão de Zema no interminável inquérito das fake news por causa de uma animação satírica na qual o ministro Dias Toffoli pede ajuda ao decano do STF após a CPI do Crime Organizado aprovar a quebra de sigilo da empresa Maridt. Toffoli é sócio dessa empresa, que fez negócios com o Banco Master, de Daniel Vorcaro.
Em entrevista à TV Globo, o decano do STF disse que tem “a impressão de que o inquérito continua necessário”.
“E ele vai acabar quando terminar, é preciso que isso seja dito em alto e bom som. O tribunal tem sido vilipendiado. Veja, por exemplo, a coragem, eu diria, a covardia do relator da CPI do Crime Organizado de atacar a Corte, pedir indiciamento de pessoas, não cuidando de quem efetivamente cometeu crime. Isso pode ser deixado assim? Acho que não. É preciso que haja resposta. Eu acho que foi um momento importante de o Supremo ter aberto o inquérito e mantê-lo pelo menos até as eleições. Acho que é relevante”, disse Gilmar.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)