Valdemar defende motim do PL apontando o dedo para a esquerda
"Em 2017, por exemplo, a senadora Fátima Bezerra (PT) e outras parlamentares da esquerda ocuparam a Mesa Diretora do Senado", comparou
Presidente nacional do PL, Valdemar Costa Neto (à esquerda na foto) divulgou uma nota nesta quinta-feira, 14, para defender os parlamentares do partido que participaram de um motim na Câmara e impediram os trabalhos por mais de 24 horas, ao ocupar da Mesa Diretora.
“O presidente nacional do Partido Liberal, Valdemar Costa Neto, reafirma seu apoio e solidariedade aos deputados da bancada do PL que foram notificados pela Corregedoria da Câmara por sua atuação legítima no Plenário, defendendo pautas de interesse nacional, como a anistia”, diz a nota.
“É inaceitável que parlamentares do PL sejam tratados como se tivessem cometido um crime, enquanto episódios semelhantes protagonizados pela esquerda foram tolerados ou até celebrados”, disse o presidente do PL, lembrando de protestos do passado.
“Os parlamentares agiram de forma legítima”
“Em 2017, por exemplo, a senadora Fátima Bezerra (PT) e outras parlamentares da esquerda ocuparam a Mesa Diretora do Senado, interromperam a sessão e fizeram até refeições no local, em protesto contra a reforma trabalhista. Nenhuma delas sofreu a mesma reação dura que agora se quer impor ao PL”, reclamou Valdemar.
“Os parlamentares agiram de forma legítima, defendendo pautas de interesse nacional, como a anistia, e reafirmando a necessidade de preservação da harmonia e do respeito entre os Poderes da República”, disse o líder partidário, finalizando:
“O PL continuará firme na defesa da liberdade de expressão do direito constitucional de manifestação parlamentar, valores indispensáveis ao fortalecimento da democracia brasileira.”
Corregedoria
Na sexta-feira, 8, a Mesa Diretora da Câmara decidiu encaminhar todas as denúncias contra os deputados envolvidos na ocupação do plenário para a Corregedoria Parlamentar.
Se a suspensão de mandato for aprovada, o processo seguirá para o Conselho de Ética, que deve votar em até três dias úteis. Caso não haja recurso ao plenário, a decisão será confirmada.
Entre os denunciados estão os deputados Júlia Zanatta (PL-SC), Paulo Bilynskyj (PL-SP), Marcos Pollon (PL-MS), Zé Trovão (PL-SC) e Marcel van Hattem (Novo-RS).
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