“A luta dos inconfidentes ainda não acabou”, diz Zema
"No lugar da coroa portuguesa se sentaram os intocáveis de Brasília", diz o ex-governador de Minas em mais uma crítica aos ministros do STF
Pré-candidato a presidente da República, o ex-governador de Minas Gerais Romeu Zema (Novo, foto) não dá sinal de que pretende recuar das críticas feitas ao ministros do Supremo Tribunal Federal (STF).
Alvo de um pedido de investigação de Gilmar Mendes, que solicitou sua inclusão no inquérito das fake news, Zema publicou um vídeo neste feriado alusivo a Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes.
“Hoje é dia de Tiradentes, um homem simples que desafiou a coroa portuguesa. Tiradentes tentou libertar os brasileiros da perseguição política e dos impostos abusivos. Quis um Brasil independente e livre. Ele foi preso, enforcado e esquartejado. Portugal deixou claro quem mandava no Brasil. Muito tempo se passou, o Brasil ficou independente, mas e os brasileiros, você acha que nós somos livres de verdade?”. questiona o ex-governador no vídeo, para responder:
“Eu vejo que não. No lugar da coroa portuguesa se sentaram os intocáveis de Brasília, os políticos vendidos, os empresários ladrões, os juízes que se acham acima do bem e do mal.”
Segundo Zema, “Tiradentes tinha um sonho, um Brasil onde quem trabalha prospera, onde a prosperidade das pessoas é respeitada, onde a lei é igual para todo mundo”.
“Realizar esse sonho é totalmente possível, porque, nas eleições desse ano, nós vamos decidir quem manda no Brasil: os intocáveis de Brasília ou os brasileiros de bem? É agora ou nunca”, finaliza.
Sátira
Zema se tornou alvo de Gilmar por causa de uma sátira publicada no mês passado. Na animação, o boneco alusivo a Dias Toffoli pede ajuda do boneco alusivo a Gilmar após a CPI do Crime Organizado quebrar o sigilo da Maridt, da qual Toffoli é sócio.
O decano do STF alegou para o colega Alexandre de Moraes, relator do infinito inquérito das fake news, que a animação Os Intocáveis “vilipendia não apenas a honra e a imagem deste Supremo Tribunal Federal, como também da minha própria pessoa”.
Leia mais: Quem vilipendia a honra do STF
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