Trilha onde brasileira sofreu acidente é reaberta na Indonésia
Anúncio foi feito pela administração do Parque Nacional do Monte Rinjani; um cidadão malaio também se acidentou no parque
O Parque Nacional do Monte Rinjani reabriu neste sábado, 28, a trilha de Pelawangan 4 (Sembalun) ao Monte, trecho onde a brasileira Juliana Marins morreu após uma queda. A reabertura foi anunciada pela administração do parque nas redes sociais e acontece três dias depois de o corpo da jovem de 26 anos ser resgatado.
“Lembramos a todos os visitantes de: Segurança em primeiro lugar durante as atividades de caminhada; cumprimento dos Procedimentos Operacionais Padrão da escalada; realize caminhadas por trilhas oficiais. O Monte Rinjani não é apenas um objetivo, mas também uma responsabilidade conjunta. Vamos amar Rinjani com cuidado”, acrescenta o comunicado.
A administração informou neste sábado que, na sexta-feira, 27, um cidadão malaio sofreu um acidente enquanto fazia trilha no parque também. A vítima foi localizada e resgatada. Sua condição é estável e ela tem conseguido realizar atividades.
“Lembramos a todos os visitantes do Parque Nacional Monte Rinjani para manterem as atividades cuidadosamente. Mantenha-se focado em todos os passos e siga todas as regras”, conclui a nota.
Deputados querem moção de louvor a alpinista
O líder do PRD na Câmara, Fred Costa (MG) protocolou na sexta-feira, na Casa, um requerimento de moção de louvor e regozijo ao alpinista indonésio Agam Rinjani, por ato de “bravura e solidariedade” ao ajudar a resgatar o corpo de Juliana Marins no Monte Rinjani.
O requerimento é assinado também pelos deputados Delegado Matheus Laiola (União-PR), Marcelo Queiroz (PP-RJ) e Delegado Bruno Lima (PP-SP).
“No dia 20 de junho de 2025, a brasileira Juliana Marins sofreu um grave acidente durante uma escalada na Ilha de Lombok, na Indonésia, escorregando aproximadamente 300 metros em um terreno de extrema dificuldade de acesso. Após quatro dias de buscas e sob condições climáticas adversas, com forte chuva, neblina e risco de deslizamentos, Agam Rinjani liderou, de forma voluntária, uma complexa e arriscada operação de resgate“, pontuam os parlamentares na justificativa do pedido.
“Mesmo ferido e exausto, Agam permaneceu por mais de 7 horas ao lado da vítima, impedindo que ela escorregasse ainda mais em direção a um penhasco de cerca de 600 metros de profundidade, utilizando recursos limitados, como cordas e um tripé metálico improvisado. O esforço hercúleo de Agam e sua equipe de voluntários tornou possível o resgate do corpo da brasileira, permitindo que sua família pudesse ter a devida despedida e homenageá-la com dignidade”, acrescentam.
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