Três pessoas são presas em São Paulo por ataques a ônibus
Desde início da onda de ataques, ao menos 561 coletivos foram apedrejados na capital paulista
Três pessoas foram presas neste sábado, 26, em São Paulo por suspeita de participarem de ataques com pedras contra ônibus na cidade.
Segundo a Polícia Militar, um casal foi detido por volta das 15h na região central, após ser flagrado depredando dois coletivos na avenida do Estado.
Os veículos tiveram vidros quebrados e danos estruturais. O homem tem antecedentes por homicídio e furto. Ambos foram levados ao 8º Distrito Policial.
Mais tarde, outro homem foi preso em flagrante em Itaquera, na zona leste da capital, depois de lançar uma pedra e quebrar o vidro traseiro de um ônibus. Ele foi conduzido ao 24º Distrito Policial, onde permaneceu detido.
A Secretaria da Segurança Pública (SSP) classificou os casos como dano, perigo para a vida ou saúde de terceiros e atentado contra a segurança de transporte público.
A SPTrans, estatal que administra o transporte coletivo municipal, informou que nove ônibus foram alvo de vandalismo apenas neste sábado.
Desde o início da onda de ataques, em 12 de junho, ao menos 561 coletivos foram apedrejados na capital paulista — sem contar os veículos intermunicipais.
Os episódios também ocorrem em cidades da Grande São Paulo e na Baixada Santista. Até agora, segundo o governo estadual, 19 pessoas foram presas na capital e na região metropolitana por envolvimento nos atos criminosos.
Na sexta-feira, 25, outro homem foi preso por suspeita de depredar um ônibus na avenida Cupecê, na zona sul, na noite anterior. A prisão foi feita por agentes do Deic (Departamento Estadual de Investigações Criminais), com base em imagens do sistema de videomonitoramento Smart Sampa.
Segundo a SSP, ele foi identificado por meio de reconhecimento facial.
Diante da escalada de vandalismo, a prefeitura de São Paulo anunciou o reforço da segurança nos coletivos. Segundo a gestão Ricardo Nunes (MDB), 200 agentes da Guarda Civil Metropolitana (GCM) passaram a atuar dentro dos ônibus em áreas com registros de ataques.
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