Trans de direita do PL-SP recebeu 21 mil reais do Bolsa Família
Sophia Barclay, candidata do PL-SP, recebeu 21 mil reais do Bolsa Família e afirma defender o programa como rede de proteção social
A candidata a deputada federal por São Paulo Sophia Barclay (PL-SP) recebeu cerca de 21 mil reais em pagamentos do Bolsa Família desde 2018, segundo levantamento divulgado pelo Metrópoles. O benefício começou a ser pago quando ela tinha 18 anos e ainda morava no Rio de Janeiro.
Barclay ganhou projeção no campo da direita com críticas ao chamado “woke” e à esquerda. Antes de se filiar ao PL, em abril deste ano, ela integrou o Novo, partido do qual saiu em fevereiro. Segundo a própria candidata, deixou a legenda depois de ser informada de que não poderia manter seu apoio à candidatura de Flávio Bolsonaro à Presidência.
A assessoria de Barclay afirmou que ela não é contra programas de assistência social. Segundo a equipe, a candidata defende que o Estado ofereça amparo a pessoas em situação de vulnerabilidade, mas entende que os benefícios devem funcionar como uma rede de proteção, e não como fonte permanente de renda.
Sobre os registros no Bolsa Família e no Gás do Povo, a assessoria afirmou que Barclay ficou surpresa ao descobrir que aparecia como beneficiária. Segundo a equipe, o nome da candidata consta no Cadastro Único de um familiar.
A assessoria também afirmou que Barclay trabalha, declara seus rendimentos e não teve intenção de ocultar renda ou receber os benefícios de forma irregular.
Barclay pretende disputar uma vaga na Câmara dos Deputados por São Paulo e tem entre suas principais bandeiras a oposição à deputada Erika Hilton (PSol-SP).
Bolsa Família e a candidatura
O caso ganhou repercussão pelo contraste entre o histórico de recebimento do benefício e as críticas feitas por Barclay ao programa de transferência de renda. A candidata, no entanto, afirma que sua posição não é pelo fim da assistência social, mas pela mudança na forma como os benefícios são utilizados.
Segundo a assessoria, a defesa de Barclay é de que programas como o Bolsa Família funcionem como instrumentos temporários de proteção social, destinados a pessoas em situação de vulnerabilidade, e não como uma fonte permanente de renda.
A equipe também sustenta que a inclusão do nome da candidata no Cadastro Único estaria relacionada ao cadastro de um familiar. A assessoria não apontou, segundo as informações divulgadas, qualquer intenção de Barclay de esconder rendimentos ou obter o benefício de maneira irregular.
A filiação ao PL ocorreu em abril de 2026. Antes disso, Barclay havia passado pelo Novo, legenda da qual se desfiliou em fevereiro. A candidata afirma que sua decisão esteve relacionada à orientação de que não poderia apoiar Flávio Bolsonaro enquanto permanecesse no partido.
Agora, no PL, Barclay tenta transformar sua atuação nas redes sociais em uma candidatura à Câmara dos Deputados por São Paulo. Sua estratégia política é marcada pela oposição à esquerda e por críticas a pautas identificadas por ela como “woke”.
O episódio envolvendo o Bolsa Família acrescenta um elemento de contraste à trajetória política da candidata: ela recebeu recursos do programa durante anos, mas hoje defende que políticas de transferência de renda tenham caráter de proteção e não de dependência.
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