Trama golpista: testemunhas dos réus do “núcleo 2” serão ouvidas em julho
O grupo é acusado de elaborar a chamada “minuta do golpe”, monitorar Alexandre de Moraes e articular ações com a PRF
O ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), marcou para o período de 14 a 21 de julho as oitivas das testemunhas de acusação e de defesa dos réus do chamado “núcleo 2” da organização criminosa que teria atuado por um golpe de Estado no Brasil após as eleições de 2022.
São seis réus: Fernando de Sousa Oliveira (delegado da Polícia Federal), Filipe Garcia Martins Pereira (ex-assessor para Assuntos Internacionais da Presidência da República), Marcelo Costa Câmara (coronel da reserva do Exército e ex-assessor da Presidência da República), Marília Ferreira de Alencar (delegada e ex-diretora de Inteligência da Polícia Federal), Mário Fernandes (general da reserva do Exército) e Silvinei Vasques (ex-diretor-geral da Polícia Rodoviária Federal).
Eles respondem pelos crimes de tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, tentativa de golpe de Estado, participação em organização criminosa armada, dano qualificado e deterioração de patrimônio tombado.
O grupo é acusado de elaborar a chamada “minuta do golpe”, monitorar Alexandre de Moraes e articular ações com a Polícia Rodoviária Federal para dificultar o voto de eleitores do Nordeste nas eleições de 2022.
O despacho de Moraes com a marcação da data das oitivas das testemunhas é desta sexta-feira, 27. As testemunhas de acusação serão ouvidas em 14 de julho, a partir das 9h. Na mesma data, será ouvido o tenente-coronel Mauro Cid, que fechou acordo de delação premiada. Na sequência, começam os depoimentos das testemunhas de defesa. No total, foram indicadas 118 testemunhas.
Testemunhas com prerrogativa de foro, como congressistas, podem escolher local, dia e horário para depor. As defesas terão cinco dias para informar se há necessidade de alterar o agendamento prévio.
Moraes ainda rejeitou pedidos de oitiva de Walter Braga Netto, Rafael Martins, Jair Bolsonaro (PL), Anderson Torres, Filipe Garcia e Mário Fernandes, entre outros investigados. Segundo o relator, a jurisprudência do STF proíbe a possibilidade de oitiva de corréu e de réus em processos conexos na qualidade de testemunha ou de informante.
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