“Total indignação”, diz Wajngarten após depor à PF
Aliado do ex-presidente Jair Bolsonaro foi ouvido por ordem do ministro Alexandre de Moraes
O advogado Fabio Wajngarten se manifestou nesta terça-feira, 1º, após prestar depoimento à Polícia Federal (PF) por ordem do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), por “suposta prática dos crimes de obstrução de investigação penal que envolva organização criminosa”.
Em publicação no X, Wajngarten afirmou ter respondido “todas as perguntas, reafirmando total indignação pela necessidade de comparecer ao depoimento tendo em vista meu histórico comportamental”.
“Prestei depoimento hoje na Polícia Federal. Tudo transcorreu dentro da maior normalidade com máxima educação e respeito. Me perguntaram sobre meu histórico de relação com Mauro Cid e seus familiares. Me perguntaram se eu tinha ciência das conversas num determinado perfil do Instagram.
Respondi todas as perguntas, reafirmando minha total indignação pela necessidade de comparecer ao depoimento tendo em vista meu histórico comportamental, meu total compromisso com o que prega a legislação, meu absoluto repúdio à tentativa de acusar-me de tentar obstruir a investigação, sendo que jamais tive qualquer ação que visasse tumultuar, desorganizar, embaralhar qualquer fase ou ato investigativo.
Ao final afirmei que estudo medidas cabíveis a quem de direito para ingressar na justiça com a Ação de Denunciação Caluniosa. Seguiremos Firmes”, escreveu no X.
Ordem de Moraes
Na semana passada, Moraes determinou que a PF ouvisse o advogado Paulo Bueno e Fábio Wajngarten – que auxiliava Bolsonaro em algumas ações judiciais – por “suposta prática dos crimes de obstrução de investigação penal que envolva organização criminosa”.
Segundo o ministro, relatos do tenente-coronel Mauro Cid apontam que Bueno e Wajngarten procuraram familiares do ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro para conseguir informações sobre sua delação premiada.
De acordo com os advogados de Cid, Wajngarten – que auxiliava Bolsonaro até o último mês – realizou “intensa tentativa de falar com a família e com Mauro Cid, tanto através da filha G.R.G [menor de idade] como de sua esposa, Gabriela Ribeiro Cid.”
A decisão do ministro foi proferida dentro de um inquérito aberto para apurar se o advogado Luiz Eduardo Kutz, que integra a defesa de Marcelo Câmara, teve contatos com o tenente-coronel ao longo de 2024 para obter informações privilegiadas sobre a delação no processo sobre tentativa de golpe de Estado.
Leia mais: “Moraes manda PF ouvir advogados de Bolsonaro sobre contato com família de Cid”
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