Tony Bellotto é internado no Rio e falta a congresso de oncologia
Guitarrista dos Titãs, que trata um câncer de pâncreas, deixa de dar aula magna na Sboc e também não toca em São José dos Campos
O guitarrista Tony Bellotto, 66, está internado no Rio de Janeiro após uma intercorrência clínica e faltou à aula magna que faria nesta sexta-feira, 6, no congresso da Sociedade Brasileira de Oncologia Clínica (Sboc). Ele também está fora do show dos Titãs marcado para sábado, 7, em São José dos Campos, no interior paulista.
Afastamento por recomendação médica
A banda divulgou o afastamento em comunicado nas redes sociais na sexta. Segundo a nota, a decisão seguiu orientação médica. O show de sábado foi mantido, com os outros integrantes.
A oncologista Fernanda Caparelli, que acompanha o músico, o substituiu na palestra. Ela afirmou que Bellotto está bem, mas deve permanecer em observação no hospital por determinação da equipe médica. Não informou qual foi a intercorrência.
Bellotto falaria a cerca de 4.000 médicos. O roteiro previa temas como vida, ciência, arte e a dimensão humana do cuidado.
Diagnóstico e tratamento
O músico soube do câncer de pâncreas em março de 2025. No mês seguinte, passou por cirurgia para retirar o tumor. Depois, fez sessões de quimioterapia para atingir possíveis células microscópicas da doença.
Recebeu alta no fim de abril de 2025, voltou às atividades e mantém acompanhamento médico periódico.
Visão sobre a doença
Na quarta-feira, 4, a Folha publicou entrevista com Bellotto sobre a rotina após o diagnóstico. Em mensagens de áudio, ele disse: “Cada dia que eu acordo é mais especial do que era antes do diagnóstico”.
O guitarrista descreveu uma convivência pacífica com a doença e a resumiu num verso do poeta Paulo Leminski: “Não discuto com o destino, o que pintar eu assino”.
“Os bons médicos te deixam com a esperança. Ou, se for preciso dizer que não há esperança, ainda assim há uma esperança. Porque até o momento de morrer você vai viver”, afirmou.
Bellotto atribui à música um papel terapêutico: “Enquanto estou tocando, a doença não existe”, disse.
A quem acaba de receber um diagnóstico de câncer, recomenda calma e pragmatismo: “É preciso eliminar o drama. Se você cai no abismo do drama, não sai mais dele. Vamos ver o que a ciência tem a oferecer”.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)