Toffoli autoriza PF a decidir sobre acareação em inquérito do Banco Master
Depoimentos de executivos e diretor do Banco Central ocorrem no Supremo Tribunal Federal sob a supervisão da Delegacia de Inquéritos Especiais
O ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), autorizou a Polícia Federal a decidir sobre a realização de acareação entre os convocados em investigação relativa ao Banco Master. As audiências ocorrem nesta terça-feira, 20.
A delegada Janaína Palazzo, responsável pela Delegacia de Inquéritos Especiais da Superintendência da PF em Brasília, preside as oitivas. Foram intimados Daniel Vorcaro, proprietário do Banco Master, Paulo Henrique Costa, ex-gestor do BRB, e Ailton de Aquino, diretor do Banco Central.
Se a PF constatar que inexistem divergências a sanar, o confronto direto entre os interrogados não será executado. A manutenção da delegada no caso foi uma definição do diretor-geral da corporação.
Andrei Passos Rodrigues optou por preservar a presidência do inquérito com a delegada que já atuava nas diligências anteriores. Toffoli havia solicitado a designação de um responsável para as etapas atuais do processo no STF. O magistrado conferiu independência técnica para a conclusão do rito.
Suspeitas de irregularidades e status dos envolvidos
O foco da investigação reside na comercialização de carteiras de crédito consignado para o BRB por R$ 12,2 bilhões. A Polícia Federal sustenta a tese de que os ativos seriam falsos. Com base nos elementos reunidos, a delegada já havia pleiteado a custódia preventiva de executivos da instituição.
O ministro Toffoli indeferiu um recurso do Banco Central que solicitava detalhes adicionais sobre o procedimento de acareação. Na decisão, o magistrado esclareceu que a autarquia e o diretor Ailton de Aquino Santos não são investigados. Ambos figuram no processo como “terceiros interessados”.
A determinação prévia para o confronto entre as partes recebeu objeções de especialistas em Direito e agentes do mercado financeiro. O questionamento baseou-se no fato de que os envolvidos ainda não haviam prestado depoimentos formais à autoridade. Usualmente, a acareação serve para dirimir contradições posteriores.
As oitivas buscam dar continuidade à instrução do inquérito sobre a gestão financeira e comercial das entidades citadas. O resultado das declarações determinará os próximos passos da Polícia Federal na apuração das movimentações bancárias sob suspeita.
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Comentários (1)
Clayton De Souza pontes
29.12.2025 21:35Agora só espero que a delegada continue atuando tecnicamente, sem nenhum viés do STF , que anda meio sem credibilidade