TikTok anuncia plano contra desinformação eleitoral
Medida atende exigência do TSE, que cobra plano de conformidade de plataformas até 16 de agosto
O TikTok divulgou nesta quinta-feira, 30, um conjunto de ações voltadas à contenção de conteúdos falsos durante o período eleitoral de 2026.
O anúncio ocorre horas depois de o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinar, também nesta quinta, que redes sociais com mais de 5 milhões de usuários ativos mensais apresentem planos de conformidade às regras do pleito, com prazo até 16 de agosto.
Entre as novidades estão o reforço de parcerias externas, o aprimoramento de sistemas de inteligência artificial e a criação de uma central de orientação ao eleitor dentro do aplicativo.
Parcerias e monitoramento reforçados
Para o período eleitoral, a plataforma expandiu acordos como o MonitorA, voltado ao acompanhamento de casos de violência política, e vai lançar, em parceria com a Agência Lupa, uma série de 20 vídeos educativos destinados a ensinar usuários a reconhecer conteúdos manipulados.
Gustavo Rodrigues, líder de políticas de conteúdo e integridade do TikTok, afirmou que houve progresso desde 2024, ano em que a disseminação de vídeos gerados por inteligência artificial passou a preocupar autoridades eleitorais.
“Temos também ajustes na própria estrutura organizacional do nosso departamento de Trust and Safety que dão mais efetividade, mais celeridade para os processos e principalmente para as escalações relacionadas a temas sensíveis, como é o caso de eleições”, disse Rodrigues.
A empresa também passou a exibir, dentro do próprio aplicativo, uma Central de Eleições com instruções sobre votação e canais para denúncia de conteúdos suspeitos, disponível sempre que o usuário realiza buscas ligadas ao tema eleitoral.
Remoções automatizadas e combate a redes falsas
De acordo com dados da empresa referentes ao primeiro trimestre de 2026, 96% das remoções de conteúdo na plataforma foram feitas de forma automatizada.
Do total de publicações que descumpriram regras de integridade cívica e eleitoral, 99,3% foram retiradas antes de qualquer denúncia de usuários — percentual idêntico ao registrado em violações ligadas a regras sobre inteligência artificial. Em casos de desinformação, o índice de remoção proativa chegou a 99,8%.
No mesmo período, foram desativadas 40 redes classificadas como “operações secretas de influência”, conjuntos de contas coordenadas para manipular debates públicos, que somavam 20 mil perfis em escala global.
Rodrigues explicou que a apuração “aborda tanto redes em que a gente consegue identificar que a natureza das contas é inautêntica, quanto redes de contas que publicam conteúdos sobre temas políticos e sociais voltados para um país específico em nome de uma entidade estrangeira não declarada”.
A plataforma reforça ainda que perfis de governos, políticos e partidos não têm acesso a ferramentas de impulsionamento pago, e que conteúdos políticos em geral não podem ser promovidos, com exceção de campanhas de interesse público, como ações de vacinação.
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