TI Brasil condena decisão de Toffoli por blindar Nadine Heredia
"Centenas de corruptos brasileiros e estrangeiros se beneficiam com impunidade", escreve a organização no X
A organização Transparência Internacional – Brasil criticou nesta sexta-feira, 14, a decisão do ministro Dias Toffoli, do Supremo Tribunal Federal (STF), de estender à ex-primeira-dama peruana Nadine Heredia o entendimento anulou provas do acordo de leniência da Odebrecht na Operação Lava Jato.
“É extremamente grave o que o min. Toffoli está fazendo, após anular, sozinho, as provas do maior esquema de corrupção transnacional já revelado na história. Há 2 anos declarou imprestáveis todas as provas da Odebrecht, mas até hoje o STF sequer julgou os recursos contra a decisão. Enquanto isso, centenas de corruptos brasileiros e estrangeiros se beneficiam com impunidade.”
A decisão de Toffoli declara a “imprestabilidade” de provas extraídas dos sistemas Drousys e My Web Day B, usados pelo “departamento de propinas” da Odebrecht.
Nadine tinha pedido ao STF que considerasse como inválida sua condenação a 15 anos de prisão por lavagem de dinheiro em seu país. Seu objetivo é impossibilitar qualquer colaboração entre a Justiça brasileira e a peruana, o que poderia resultar em um pedido de extradição no futuro.
O medo da peruana é que Lula seja derrotado na eleição do ano que vem e o próximo presidente reverta o asilo político.
O Ministério Público do Peru ainda não pediu a extradição de Nadine. É provável que os promotores peruanos estejam apenas esperando uma alternância de poder no Brasil para fazer a solicitação.
Jatinho da FAB
O governo Lula gastou R$ 345 mil na logística para buscar Nadine Heredia, no Peru, nos dias 15 e 16 de abril.
A ex-primeira-dama peruana foi trazida para o Brasil em voo da FAB (Força Aérea Brasileira) após solicitação do presidente Lula (PT).
A informação foi revelada pelo deputado federal Marcel van Hattem (Novo), por meio de um Requerimento de Informação.
A Força Aérea Brasileira (FAB) utilizou um jato E-135 Shuttle (VC-99C), matrícula FAB 2560, que voou de Brasília a Lima com escalas técnicas em Cuiabá, no Mato Grosso.
Do total gasto, R$ 318 mil foram destinados a custos logísticos, como combustível, manutenção, depreciação e horas de voo.
Outros R$ 7,5 mil cobriram diárias da tripulação, e R$ 19,4 mil foram usados para taxas aeroportuárias e handling.
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Comentários (2)
Marian
15.11.2025 11:06Prejuízo na imagem do país e uma passagem de 320 mil Reais, não é?
Angelo Sanchez
14.11.2025 20:49O STF é um antro de abrigo aos corruptos, começando com o “descondenado” e fazem isto a todo momento, já perderam a vergonha na cara.