TI Brasil compara voo de Motta e Nogueira ao “helicoca” da família Perrella
Caso mais recente terá um desenvolvimento semelhante ao do passado: apenas o piloto será investigado
A Transparência Internacional – Brasil comparou nesta sexta-feira, 22, a decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal, de arquivar o inquérito sobre o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB) e outros políticos do Centrão sobre a entrada irregular de bagagens em um voo vindo da ilha de São Martinho, no Caribe ao caso do “helicoca” da família Perrella, em 2013.
No X, a ONG anticorrupção disse que o caso mais recente terá um desenvolvimento semelhante ao do passado: apenas o piloto será investigado.
“O presidente da Câmara e outros líderes voam de um paraíso fiscal no jato de um investigado por ligações c/ crime organizado e, na chegada, a tripulação passa sem inspeção da bagagem. Mas a PGR e Moraes não vêm motivo p/ investigar os políticos, apenas o piloto será alvo de inquérito.
Em 2013 um helicóptero foi apreendido com meia tonelada de pasta base de cocaína. O ‘helicoca’ era de propriedade de empresa da família do então senador Zezé Perrella e o piloto era funcionário do gabinete de seu filho, o então deputado Gustavo Perrella. Apenas o piloto foi investigado por tráfico.”
O caso Motta e Ciro Nogueira
O ministro Alexandre de Moraes, do STF, arquivou na quinta-feira, 21, a investigação envolvendo o presidente da Câmara, Hugo Motta (Republicanos-PB), o senador Ciro Nogueira (PP-PI) e os deputados Doutor Luizinho (PP-RJ) e Isnaldo Bulhões (MDB-AL) no caso do voo investigado pela Polícia Federal por possível facilitação de contrabando, descaminho e prevaricação.
Na decisão, Moraes afirmou que os elementos reunidos pela PF não apontam qualquer participação dos parlamentares nas irregularidades apuradas. O ministro também determinou o retorno do caso à 1ª Vara Federal de Sorocaba (SP), por entender que não há mais motivo para a tramitação no Supremo.
“O fato de os parlamentares estarem no voo não representa circunstância indicativa de qualquer participação nos crimes”, escreveu Moraes.
A investigação envolve um voo particular vindo da ilha de São Martinho, no Caribe, em aeronave do empresário Fernando Oliveira Lima, conhecido como Fernandin OIG, ligado ao setor de apostas online e alvo da CPI das Bets.
Segundo a decisão, imagens anexadas aos autos mostram que os parlamentares passaram normalmente pelos procedimentos de fiscalização no desembarque. Moraes também acolheu parecer da PGR, que apontou ausência de indícios mínimos contra os congressistas.
Helicoca
“Helicoca” é como ficou conhecido o caso do helicóptero pertencente à empresa Limeira Agropecuária, controlada pela família do então senador Zezé Perrella, que foi apreendido pela Polícia Federal com 445 quilogramas de pasta base de cocaína.
O ex-deputado estadual de Minas Gerais Gustavo Perrella, filho de Zezé Perrella, era o principal nome ligado à propriedade da aeronave.
Em 2017, a Justiça Federal do Espírito Santo condenou o piloto e funcionário do gabinete de Gustavo Perrella Rogério Almeida Antunes e mais quatro réus presos em flagrante por tráfico de drogas e associação para o tráfico.
Nenhum integrante da família Perrella foi nem mesmo indiciado pelo tráfico.
Leia também: O plano do Centrão
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Comentários (3)
Emerson
22.05.2026 15:41O lugar onde acontecem esses casos tem nome : Brasil
Annie
22.05.2026 10:40República do escambo.
É isso aí . No Bosso Supremo só se arquivam casos que envolvem os “companheiros de jornada”. Quem pode ser condenado são os motoristas, os estagiários, as moças da limpeza. Dá para acreditar nesse STF?