Thiago Ávila diz ter sido torturado após captura em flotilha
Além do ativista brasileiro, o espanhol-palestino Saif Abu Keshek foi detido por Israel
A organização da flotilha Global Sumud afirmou neste sábado, 2, que o ativista brasileiro Thiago Ávila relatou ter sido torturado durante sua detenção nesta sexta-feira, 1º, por forças israelenses.
A informação foi divulgada após visita consular de representantes da embaixada brasileira em Israel à prisão onde ele está detido.
Segundo o comunicado, a embaixada do Brasil informou que Ávila relatou ter sido submetido a “tortura, espancamentos e maus-tratos”.
Ele está preso na unidade de Shikma, em Ashkelon, junto com o ativista Saif Abukeshek, cidadão espanhol de origem palestina.
De acordo com a organização, Ávila apresentou “ferimentos visíveis na face” e relatou dores intensas, principalmente no ombro.
A flotilha também diz que o ativista não recebeu atendimento médico adequado, apesar de ter sido examinado.
Cerca de 175 ativistas foram detidos na quinta-feira em uma operação israelense contra embarcações da flotilha Global Sumud, que tentava romper o bloqueio naval à Faixa de Gaza.
Segundo o Ministério das Relações Exteriores de Israel, a maior parte dos detidos já foi liberada após acordo com a Grécia.
Thiago Ávila e Saif Abukeshek, no entanto, seguem sob interrogatório.
Israel não detalhou as acusações, mas o classificou como “suspeito de atividade ilegal”.
Thiago Ávila já havia participado, no ano anterior, de outra flotilha com destino a Gaza, igualmente interceptada por Israel.
Em março de 2026, ele também integrou a flotilha humanitária “Nossa América”, que aportou em Havana em solidariedade ao regime cubano diante do bloqueio energético imposto pelo governo Donald Trump.
Leia mais: Thiago Ávila aparece em denúncias de má conduta sexual em flotilha
Amigo do Irã
A flotilha reunia dezenas de embarcações e centenas de ativistas em uma ação descrita como humanitária, com o objetivo alegado de levar ajuda a Gaza
Operações semelhantes foram interceptadas anteriormente por forças israelenses, com detenções e deportações.
No no passado, Thiago Ávila, ex-candidato a deputado federal pelo PSOL, recusou-se a assinar o documento de deportação. Ele chegou a ser mantido em um centro de detenção em Israel e depois foi deportado.
Ávila é próximo da ditadura do Irã. Após a morte do líder do grupo terrorista Hezbollah Hassan Nassarallah, Ávila viajou para Beirute para participar do seu funeral.
O Hezbollah é financiado pelo Irã.
Ávila também já falou em eventos pró-Palestina no Irã e no Brasil.
Nas redes sociais, já divulgou orgulhoso que recebeu uma homenagem da Embaixada do Irã no Brasil pelo seu “trabalho de comunicação e solidariedade com a causa palestina“.
Leia também: Brasileiro do “iate das selfies” é proibido de entrar em Israel por 100 anos
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Comentários (5)
Junior
03.05.2026 07:11Tadinho...kkkk
Luiz Claudio Rezende
02.05.2026 19:10Até a Greta já abandonou o barco.
Dovanil Ferraz Camargo Júnior
02.05.2026 17:11Esse camarada é um palhaço 🤡 🤡 🤡
Marian
02.05.2026 16:26Vá morar no Irã!
Annie
02.05.2026 15:46Se ele tomou uns tapas na orelha ainda está melhor que o povo iraniano do regime que ele admira.