Tentaram derrubar a pauta e não conseguiram, diz presidente da CPMI
Senador Carlos Viana afirma que tentativa de barrar votações fracassou e cita avanço de medidas investigativas
O presidente da CPMI do INSS, senador Carlos Viana (Podemos-MG), afirmou nesta quinta-feira, 26, após confusão na Comissão, que a pauta da CPMI foi aprovada após governistas não conseguirem reunir votos suficientes para derrubar os requerimentos previstos para a sessão.
Segundo o senador, houve uma articulação para votação em bloco com o objetivo de impedir a análise dos itens do dia, mas a estratégia não prosperou após a verificação de quórum no painel eletrônico. Entre os requerimentos aprovados está a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telemático do empresário Fábio Luís Lula da Silva, conhecido como Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Ao comentar o resultado da votação, Viana afirmou que a decisão permitirá o avanço das apurações e não representa julgamento antecipado dos investigados.
“Era necessário que o governo apresentasse a maioria dos votos ou 15 parlamentares presentes. Eu contei duas vezes: foram sete votos contrários. Portanto, a pauta de hoje está aprovada. Quem ganhou foi o povo brasileiro, porque são nomes que têm contas a prestar à CPMI. A quebra de sigilo não é convocação dessas pessoas, é um mecanismo para analisar com mais tranquilidade se houve responsabilidade ou não”, afirmou.
O senador também acusou governistas de tentar condicionar a votação à inclusão de nomes específicos na lista de investigados. “O governo veio para cá com a decisão de que ou se colocavam todos os nomes que queriam ou não se votaria nada. Eu só vou colocar em pauta nomes ligados diretamente à investigação. Não vou agir politicamente contra ninguém“, concluiu.
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