Temer lembra pergunta de Trump: “Como vocês vão invadir a Venezuela?”
“Não é entre Lula e Trump, e sim entre o presidente do Brasil e o dos Estados Unidos. Se Lula ligar, Trump atende”, garantiu o ex-presidente
O ex-presidente Michel Temer (MDB) falou sobre a importância do diálogo entre Brasil e Estados Unidos, e defendeu a relevância da comunicação direta para a resolução de impasses bilaterais.
Durante evento nesta quinta-feira, 19, da plataforma de investimentos AGF, em São Paulo, ele compartilhou um episódio de seu mandato (2016-2018), que coincidiu com parte do governo de Donald Trump (2017-2021), ocorrido durante uma Assembleia-Geral da ONU.
Na ocasião, Trump questionou o então trio de presidentes, que incluía Temer, Mauricio Macri (Argentina) e Juan Manuel Santos (Colômbia): “Como é que vocês vão invadir a Venezuela?”. Os líderes sul-americanos expressaram o constrangimento, mas esclareceram a natureza de suas relações com a Venezuela, que eram pacíficas.
Diálogo internacional e questão venezuelana
Segundo Temer, a proposta inicial de Trump foi rapidamente reconsiderada após a conversa. Esse desfecho, conforme sua avaliação, demonstra que a via diplomática pode ser empregada para solucionar eventuais tensões comerciais, como a imposição de tarifas por parte dos Estados Unidos a produtos brasileiros.
“Não é entre Lula e Trump, e sim entre o presidente do Brasil e o dos Estados Unidos. Se Lula ligar, Trump atende”, disse Temer, que também sugeriu que, caso ainda ocupasse a presidência da Câmara, buscaria contato com seu similar americano.
Polarização e reforma da anistia
Michel Temer criticou a polarização política e sugeriu que a oposição estabeleça uma frente unida para a eleição presidencial. Ele relatou ter aconselhado governadores a se reunirem, definirem um programa e escolherem um candidato.
O ex-presidente também mencionou um contato com Hugo Motta, presidente da Câmara, para debater a anistia. Temer reiterou a necessidade de um “grande pacto nacional”, afirmando que a aprovação da anistia exige diálogo entre os poderes Executivo, Legislativo e Judiciário. Para ele, é essencial que o Supremo Tribunal Federal concorde com a medida, evitando contestações e anulações futuras.
Temer, que se considera um “ex-presidente popularíssimo”, acredita que deixou como legado a capacidade de conduzir transformações em um ambiente político insalubre.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)