“Tem a mesma cultura golpista do pai”, diz presidente do PT sobre Flávio Bolsonaro
Edinho Silva reagiu à declaração do pré-candidato a presidente associando as urnas eletrônicas brasileiras à empresa Smartmatic
O presidente nacional do PT, Edinho Silva, reagiu nesta quarta-feira, 22, à declaração do senador e pré-candidato a presidente, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), associando as urnas eletrônicas brasileiras à empresa venezuelana Smartmatic – repetindo uma alegação já refutada pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) em ciclos eleitorais anteriores.
Edinho acusou Flávio de ter “a mesma cultura golpista do pai“ e disse que o PT avalia medidas judiciais diante da fala do senador. O petista se manifestou pelo X.
“Flávio Bolsonaro prova que tem a mesma cultura golpista do pai, Jair Bolsonaro, e adota os mesmos métodos utilizados nas eleições de 22. O senador reuniu diplomatas internacionais para questionar as urnas eletrônicas e, por consequência, o sistema eleitoral brasileiro, pelo qual ele foi eleito parlamentar por diversas vezes, bem como seus familiares”, escreveu Edinho.
“Sabemos quais são as consequências dessa ofensiva antidemocrática. Como provado na investigação e, posteriormente, no julgamento, da tentativa de golpe de janeiro de 23, tentar descredibilizar as urnas é método contra a nossa democracia. E o resultado pode ser gravíssimo, como a história recente demonstrou”.
Ele prosseguiu: “Não podemos tolerar a desinformação e as fake news contra o nosso sistema de votação por um pré-candidato à Presidência da República. O Partido dos Trabalhadores avalia as medidas judiciais cabíveis e reitera que está ao lado da democracia e em defesa das urnas eletrônicas e do sistema eleitoral brasileiro, em respeito aos 158 milhões de eleitores e a toda a população do nosso país”.
Flávio vai enfrentar o presidente Lula (PT) nas urnas na eleição presidencial deste ano.
O integrante do PL já divulgou duas notas para negar que tenha questionado o sistema de votação durante o evento com diplomatas estrangeiros em Brasília.
Na mais recente, assinada também pelo senador Rogério Marinho (PL-RN), coordenador-geral de sua pré-campanha, e por Maria Cláudia Bucchianeri, coordenadora jurídica da pré-campanha, ele disse que se limitou a relatar dois fatos públicos e amplamente divulgados pela imprensa: “o fato originariamente gerador da inelegibilidade de seu pai [Jair Bolsonaro]”, e “um relatório recentemente divulgado pela CIA, a respeito de fraudes nas eleições venezuelanas”.
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