TCU rejeita ação de Flávio Bolsonaro envolvendo ex-nora de Lula
Representação questionava recursos do MEC e citava empresa mencionada em investigação da Polícia Federal
O Tribunal de Contas da União (TCU) arquivou uma representação apresentada pelo senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) que pedia a apuração de supostas irregularidades envolvendo recursos do Ministério da Educação (MEC) e a empresa Life Tecnologia Educacional, diz o Metrópoles.
O pedido tinha como base investigações da Polícia Federal que citam Carla Ariane Trindade, ex-nora do presidente Lula, por suposta atuação junto ao MEC para facilitar a liberação de recursos do Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE).
Ao analisar o caso, o TCU concluiu que não havia elementos suficientes para abrir uma investigação própria.
Segundo o tribunal, a representação se apoiava principalmente em reportagens jornalísticas, sem documentos capazes de identificar contratos, procedimentos específicos ou eventuais responsáveis.
“(…) A peça inicial não apresenta indícios mínimos suficientes de irregularidade ou ilegalidade, pois se fundamenta essencialmente em matérias jornalísticas, desacompanhadas de documentos aptos a individualizar fatos, identificar procedimentos licitatórios ou contratos específicos e delimitar eventuais responsabilidades”, afirmou o TCU.
Investigação da PF
O arquivamento não interfere nas apurações conduzidas pela Polícia Federal.
A operação, deflagrada em novembro de 2025, investiga suspeitas de fraudes em licitações para fornecimento de material didático e kits de robótica a prefeituras do interior paulista.
Segundo a PF, a Life Educacional movimentou mais de R$ 125 milhões entre 2021 e 2024 e é suspeita de praticar superfaturamento, pagamento de propina e lavagem de dinheiro.
A investigação aponta que parte dos recursos teria sido destinada a contas pessoais, empresas de fachada, imóveis e veículos de luxo.
Os investigadores afirmam que alguns produtos eram adquiridos por valores reduzidos e revendidos às administrações municipais por preços muito superiores. A empresa teria obtido contratos milionários em cidades como Sumaré, Hortolândia, Limeira e Morungaba.
A PF também apura a atuação de Carla Ariane, que teria utilizado sua proximidade com a família de Lula para obter acesso a autoridades do MEC. Registros do ministério mostram que ela esteve no gabinete do ministro Camilo Santana em julho de 2024, embora a visita não conste na agenda oficial da pasta.
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