Tarcísio se encontra com Moraes e pede domiciliar a Bolsonaro
Governador de São Paulo visitou o STF e conversou com cinco ministros; saúde do ex-presidente é o principal argumento da defesa
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, esteve no Supremo Tribunal Federal nesta quinta-feira, 19, para reuniões com cinco ministros da Corte. O encontro com Alexandre de Moraes foi o único em que o tema da prisão domiciliar de Jair Bolsonaro entrou em pauta.
Segundo interlocutores de Tarcísio, o governador argumentou sobre o estado de saúde do ex-presidente e as condições em que ele se encontra.
Não foi a primeira vez que Tarcísio levou o tema ao STF. Em visita anterior, o governador já havia feito movimento semelhante em favor da transferência de regime. Na terça-feira, 17, o senador Flávio Bolsonaro também se reuniu com Moraes com o mesmo propósito: pedir a mudança de regime para o pai.
Saúde e condenação
Bolsonaro foi condenado a 27 anos e três meses de prisão por tentativa de golpe de Estado. Desde 15 de janeiro, cumpre pena no 19º Batalhão da Polícia Militar, em Brasília, a unidade conhecida como Papudinha. No dia 13 de março, precisou ser internado no hospital DFStar após diagnóstico de pneumonia bacteriana, com passagem pela UTI da unidade.
A defesa do ex-presidente protocolou novo pedido de prisão domiciliar com base no agravamento clínico. Documentos médicos anexados ao pedido apontam histórico de doenças respiratórias, apneia do sono e outras comorbidades que, segundo os advogados, exigiriam monitoramento contínuo e resposta médica imediata diante de qualquer intercorrência.
Moraes pediu informações sobre a saúde de Bolsonaro
Alexandre de Moraes solicitou à equipe do Hospital DF Star o prontuário médico atualizado do ex-presidente Jair Bolsonaro, internado desde 13 de março com broncopneumonia bilateral.
Segundo a coluna da jornalista Malu Gaspar, em O Globo, o despacho, de caráter sigiloso, já foi respondido pelos médicos, que descreveram o estado do ex-presidente como grave e confirmaram o conteúdo dos boletins divulgados à imprensa.
O documento médico encaminhado ao STF informa que Bolsonaro “segue em tratamento com antibioticoterapia endovenosa, suporte clínico intensivo e fisioterapia respiratória e motora”. Não há previsão de alta.
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