Tarcísio responsabiliza Sabesp e Comgás por explosão no Jaguaré
Governador visitou área afetada e anunciou suspensão de obras semelhantes em São Paulo
“Não é porque somos acionistas que vamos deixar de fazer valer a regulação. A mão pesada vai atuar”, disse o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), nesta quarta-feira, 13, em visita à área afetada pela explosão no bairro do Jaguaré, capital paulista.
O governador garantiu que pretende responsabilizar as concessionárias Sabesp e Comgás pela incidente que destruiu imóveis, matou um homem e feriu três pessoas na zona oeste. Tarcísio caminhou pelas ruas danificadas e ouviu relatos de moradores e comerciantes.
Mudança de posição
Na terça-feira, a postura adotada era mais cautelosa. Um dia depois, o tom mudou. “A gente não vai abrir mão de responsabilizar as concessionárias”, declarou o governador à Folha.
As empresas realizavam, conjuntamente, uma obra de abastecimento de água quando perfuraram um encanamento de gás, o que provocou a explosão na segunda-feira: “Era uma obra para levar abastecimento de água, onde a gente tinha a atuação conjunta das duas companhias, a marcação para onde a furação tinha que passar e ainda assim nós tivemos esse problema”, afirmou Tarcísio.
A Polícia Civil e o Instituto de Criminalística conduzem as investigações. “As sanções serão aplicadas. Nós vamos punir rigorosamente esse caso”, reforçou.
Famílias desalojadas e medidas de apoio
De acordo com informações da Agência SP, 232 famílias receberam auxílio emergencial de R$ 5.000 — valor que, conforme Freitas, não substitui as indenizações pelos prejuízos materiais. “Isso aqui não tem nada a ver com a indenização daquilo que foi perdido. Houve perda de eletrodomésticos, utensílios, mantimentos e tudo isso vai ser indenizado”, disse.
Das 105 vistorias realizadas pela Defesa Civil, cinco imóveis apresentaram danos estruturais que exigem demolição.
Para essas famílias, o governo oferece três alternativas: apartamentos da CDHU, carta de crédito para aquisição de imóvel ou reconstrução da moradia no próprio terreno. “Quem vai escolher é a família. Se quiser permanecer aqui, a gente também vai oferecer essa possibilidade”, afirmou o governador. Os custos, segundo ele, serão integralmente cobertos pelas concessionárias.
Tarcísio também mencionou os casos individuais das vítimas. Alex Sandro Fernandes Nunes, de 49 anos, segurança morto na explosão, teve o traslado do corpo para Minas Gerais custeado pelas empresas. Francisco Bondemba da Silva, pintor de 57 anos arremessado para fora de casa pela força da explosão, permanece internado em estado grave em Osasco.
Como medida preventiva, o governo suspendeu mais de 30 obras de natureza similar em andamento no estado. “Todas foram interrompidas para que a gente possa revisitar os protocolos e evitar novos acidentes”.
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