Tarcísio diz que Bolsonaro foi “extremamente injustiçado”
Governador de São Paulo apoia Flávio e afirma que seu papel é garantir a vitória do bolsonarismo no maior colégio eleitoral do país
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), confirmou na manhã desta segunda-feira, 1º de junho, que o ex-presidente Jair Bolsonaro chegou a discutir com ele, em mais de uma ocasião, a possibilidade de uma candidatura presidencial pelo campo bolsonarista.
Tarcísio, no entanto, recusou a hipótese, e declarou apoio integral ao senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ), apontado pelo próprio Bolsonaro como nome do grupo para disputar o Palácio do Planalto.
Candidato, eu?
Em entrevista ao programa Pânico, da rádio Jovem Pan FM, Tarcísio relatou as conversas com o ex-presidente e explicou os motivos de sua recusa: “Olha, ele não indicou. E, desde o início, ele conversou comigo algumas vezes sobre isso. Eu falei: ‘Presidente, a minha intenção é ficar em São Paulo, porque é o maior colégio eleitoral do Brasil’”, afirmou o governador.
Em time que está ganhando não se mexe
Segundo o programa Pânico, Tarcísio avaliou que uma eventual saída do cargo representaria risco para o grupo político como um todo. “Imagina hoje se eu saísse de São Paulo, quem seria o candidato? Olha o risco que a gente ia ter de, inclusive, perder São Paulo”, disse.
O governador descreveu sua função no estado como de “contenção” — um papel que, em sua avaliação, teria peso direto sobre o resultado das eleições nacionais.
Lealdade à família Bolsonaro
Tarcísio declarou apoio irrestrito a Flávio Bolsonaro e anunciou que deverá coordenar a campanha do senador no estado de São Paulo; justificou o posicionamento pela lealdade ao ex-presidente, a quem atribuiu o início de sua trajetória na política nacional e a nomeação como ministro.
O governador também avaliou o cenário presidencial e descartou chances reais para outros nomes da direita.
Elogiou os ex-governadores Romeu Zema (Novo-MG) e Ronaldo Caiado (PSD-GO), mas classificou ambos como lideranças de alcance regional: “Está muito polarizado, então não tem espaço para essas lideranças regionais emergirem como uma liderança nacional. Então a disputa vai ser entre Lula e o Flávio, não há dúvida disso”, afirmou.
“Grande maldade”
O governador voltou a se manifestar sobre a situação jurídica do ex-presidente Jair Bolsonaro. Tarcísio classificou a prisão como um ato de “grande maldade” e disse ver no processo “uma série de fragilidades”. “Extremamente injustiçado”, declarou ao ser questionado sobre o caso.
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