Tarcísio critica postura de Lula diante de tarifaço: “Está muito cômodo”
“Não é vergonha, não é humilhação sentar com outro chefe de Estado para chegar a um acordo”, diz governador de SP
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), voltou a criticar a condução do governo Lula sobre o tarifaço imposto pelo governo Donald Trump às exportações brasileiras. Segundo ele, a posição do país está “cômoda” demais.
“Não é vergonha, não é humilhação para nenhum chefe de Estado sentar com outro chefe de Estado para chegar a um acordo. Acho que é preciso fazer força para isso, levar de fato argumentos”, disse Tarcísio nesta sexta-feira, 15.
“Está muito cômodo. Você vê que hoje o Trump está conversando com o (presidente da Rússia) Putin — Estados Unidos envolvidos indiretamente na guerra da Ucrânia, o Putin envolvido diretamente —, e os dois estão sentados para conversar.”
Na última quarta-feira, durante evento do BTG Pactual, Tarcísio afirmou que a população não suporta mais “o excesso de gastos, o aumento de impostos, a corrupção, o PT e o presidente Lula” e classificou a situação como uma “crise moral”. Para avançar, disse, bastaria “trocar o piloto”, já que “o carro é bom pra caramba”.
Esquemas de fraudes no ICMS e punições
Em Sorocaba, Tarcísio também comentou a Operação Ícaro, que investigou fraudes em créditos de ICMS na Secretaria da Fazenda, com movimentação de cerca de R$ 1 bilhão.
A operação levou à prisão de Sidney Oliveira, dono da Ultrafarma, na última terça-feira. Além do empresário, foram presos Mario Otávio Gomes, executivo da Fast Shop, e Artur Gomes da Silva Neto, supervisor da Diretoria de Fiscalização (DIFIS) da Fazenda estadual paulista.
O governador prometeu rigor na punição dos envolvidos.
“Punição rigorosa dos agentes em todas as esferas: na esfera administrativa, na esfera cível, na esfera penal e partir para cima dos bens daqueles que lesionaram o estado de São Paulo para que isso não passe impune. Eles vão sentir a mão pesada do estado para servir de exemplo, como a gente está fazendo no Recupera SP, onde o dinheiro do crime, o dinheiro do descaminho, da lavagem está sendo usado pelo nosso fundo de segurança. A melhor resposta que a gente pode dar para a sociedade é quando aquele que lesa o estado, entrega o dinheiro para o estado para que a gente possa reverter em benefício para o cidadão. Da mesma forma nós vamos proceder nesse caso.”
Ele afirmou que a maioria dos servidores é qualificada e que o esquema é exceção.
“A nossa Secretaria da Fazenda tem profissionais extremamente preparados, extremamente profissionais, que fazem um trabalho importante para o estado de São Paulo, é gente muito qualificada. E, infelizmente, às vezes, o trabalho de um sujeito desse que vai para o descaminho, que vai para a falta, um vagabundo, que é o que a gente tem que falar, não pode comprometer o trabalho sério do estado. E esses caras vão sentir a mão pesada do estado, que vagabundo tem que ser tratado com rigor e é isso que vai acontecer.”
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Comentários (3)
Amaury G Feitosa
16.08.2025 11:54É o oportunismo criminoso do ditador massacrando a nação para nos transformar numa Venezuela onde o povo come a merda dos ditadores ... e vem mais por aí.
Marian
16.08.2025 09:39Tarcísio talvez a comodidade resida na tola esperança de algum robusto ganho eleitoral, que não virá. A comodidade talvez esteja na desculpa histórica para o fracasso econômico enfrentado pelo país. Enfim, a comodidade pode decorrer de várias razões, mas creio que não se trata de mera facilidade. Tem uma razão, e somos nós que pagaremos a conta, pela ausência de uma medida que era para ontem. Too late.
Luis Eduardo Rezende Caracik
16.08.2025 08:31Cada vez mais Tarcísio parece ser menos inteligente e preparado para ser presidente... Uma pena!