Tarcísio critica Haddad por “aumentar imposto a cada 30 dias”
Governador e ministro trocam declarações sobre gestão fiscal; pesquisa aponta diferença de 19 pontos percentuais entre os dois no 2º turno
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), atribuiu ao ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), a responsabilidade pelo aumento da carga tributária no estado, em declaração feita nesta quarta-feira, 11.
Haddad havia dito, em entrevista ao jornalista José Luiz Datena, que o governo paulista era poupado de críticas pela imprensa. “O que eu posso fazer se ele aumentou um imposto a cada 30 dias? Não é culpa minha, é culpa dele”, comentou Tarcísio, acrescentando que “ninguém é blindado de crítica em lugar nenhum”.
Disputa antecipada
A troca de declarações marca o início prático de uma campanha que só ocorrerá ao final de 2026, mas que já mobiliza os dois principais nomes da disputa pelo governo estadual. Haddad confirmou nesta semana que deixará a pasta da Fazenda para concorrer ao Executivo paulista, abrindo mão de um ministério considerado estratégico no atual governo federal.
Ao ser questionado sobre como pretende conduzir a campanha, Tarcísio afirmou que “não escolhe adversário” e que a estratégia será apresentar realizações e propostas. A postura indica uma campanha centrada no balanço da gestão, sem confronto direto com o adversário petista.
Sobre as duas vagas ao Senado Federal que também serão definidas nas eleições deste ano, o governador disse estar “muito confiante” e prometeu empenho para garantir representantes alinhados ao seu projeto político. Uma das vagas deve ser disputada pelo deputado federal Guilherme Derrite, ex-secretário do governo Tarcísio.
Favoritismo em números
A mais recente pesquisa Datafolha, divulgada na semana passada, registra Tarcísio com mais de 40% das intenções de voto no primeiro turno, à frente de todos os cenários testados. Em simulações de segundo turno, o governador vence com entre 50% e 60% dos votos.
Haddad aparece com 31% no primeiro turno, desempenho superior ao do vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB) e da ministra Simone Tebet (MDB). No confronto direto com Tarcísio, no entanto, o ministro registra derrota com diferença de 19 pontos percentuais, margem que indica um caminho longo para a virada.
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