Tarcísio contra-ataca Lula: “Tem gente que só vive de politicagem”
Governador rejeita afirmações do presidente sobre relação com municípios e mira eleição de 2026 em evento no Palácio dos Bandeirantes
O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), respondeu nesta segunda-feira, 23, às declarações do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), de que municípios paulistas seriam mal atendidos pela gestão estadual.
Durante cerimônia de entrega de 350 veículos às prefeituras, evento que celebrou os 58 anos do Fundo Social de São Paulo, Tarcísio descartou a tese adversária e prometeu manter o atendimento às gestões municipais.
“Para quem diz que a gente não vai atender bem, ou não atende bem os prefeitos de São Paulo, esquece. Procura outra narrativa porque essa não vai colar. Vocês estão muito enganados”, declarou o governador à plateia de secretários e gestores municipais presentes ao evento, chefiado pela primeira-dama Cristiane Freitas.
O estopim da disputa
Na semana anterior, durante uma caravana com prefeitos, e poucas horas antes de o PT formalizar a pré-candidatura do ministro da Fazenda, Fernando Haddad, ao governo paulista, Lula afirmou que “os prefeitos de São Paulo são mal recebidos pelo governo do estado”.
A declaração foi interpretada como abertura de uma linha de ataque que o partido deve repetir ao longo da campanha de 2026, com o objetivo de reduzir a rejeição petista no interior do estado.
Tarcísio reconheceu, no evento desta segunda-feira, que o governo opera dentro de restrições orçamentárias, mas garantiu que nenhuma demanda municipal fica sem registro.
“Aqui tem criatividade, responsabilidade fiscal, e com isso a gente vai conseguindo fazer os atendimentos da maneira que vocês também possam fazer os melhores mandatos”, afirmou. Sem citar nomes, o governador também atacou adversários: “Tem gente que só vive de politicagem”.
Números e contexto eleitoral
A troca de farpas ocorre em um cenário em que pesquisa Datafolha, realizada entre 3 e 5 de março de 2025, aponta Tarcísio com 44% das intenções de voto no primeiro turno, contra 31% de Haddad, margem de erro de dois pontos percentuais. A diferença é mais pronunciada fora da capital: 19 pontos percentuais no interior, ante 6 pontos na cidade de São Paulo, com variação de até quatro pontos.
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