Suzane von Richthofen tem direito a herança milionária do tio encontrado morto em casa?
Morte de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, reacendendo o interesse sobre o herança no ordenamento jurídico brasileiro.
A discussão sobre quem tem direito à herança em situações delicadas, como a morte de um empresário sem filhos, cônjuge ou testamento conhecido, ganhou destaque recente no noticiário com o caso de Miguel Abdalla Netto, tio de Suzane von Richthofen, reacendendo o interesse sobre o funcionamento da sucessão legítima no ordenamento jurídico brasileiro.
Sucessão legítima em caso de morte sem testamento
Quando alguém morre sem deixar testamento, aplica-se a sucessão legítima, em que a lei define a ordem dos herdeiros. A prioridade recai sobre descendentes, cônjuge ou companheiro e, na falta deles, sobre ascendentes.
Na inexistência de descendentes e ascendentes diretos, a sucessão passa aos parentes colaterais, como irmãos, sobrinhos e tios.
É esse o cenário atribuído ao caso de Miguel Abdalla Netto, em que parentes mais distantes podem ser chamados à herança.
Como funciona o inventário e a organização da herança
Após a morte, é necessário abrir inventário, judicial ou extrajudicial, para apurar bens, dívidas e possíveis herdeiros. A escolha da via depende da existência de conflitos e do atendimento aos requisitos legais.
Atos iniciais de familiares, como liberar o corpo ou reunir documentos, não garantem direitos sucessórios por si sós.
A definição sobre quem herda e em quais proporções é feita pelo Judiciário, com base em provas e eventuais disposições de última vontade.
Suzane pode herdar os bens de Miguel Abdalla Netto?
No caso do empresário, a questão central é identificar os parentes colaterais habilitados. Sem filhos, cônjuge ou pais vivos, abre-se espaço para irmãos, sobrinhos e outros familiares que comprovem o vínculo.
A condenação criminal de Suzane von Richthofen pela morte dos pais não impede automaticamente que ela herde de outro parente, como o tio.
A perda de direitos sucessórios costuma atingir apenas o patrimônio das vítimas diretas, podendo Suzane e o irmão, Andreas, pleitear participação se não houver impedimentos adicionais.
Leia também: Chimpanzé idosa no leito de morte reconhece cuidador que a acompanhou durante 40 anos
Tio de Suzane Von Richthofen deixa fortuna de herança pic.twitter.com/LRy8kCBO4t
— Brasil Urgente (@brasilurgente) January 13, 2026
Influência do testamento e das dívidas na partilha
A existência de testamento pode direcionar parte da herança a pessoas específicas ou instituições, desde que respeitados os herdeiros necessários, se houver. Na ausência de testamento, prevalece integralmente a ordem legal de chamamento.
O patrimônio transmitido também é afetado pela apuração de dívidas do falecido no inventário. O passivo é abatido do acervo, reduzindo o valor efetivamente recebido pelos herdeiros.
Etapas do processo de inventário e fatores que influenciam a decisão
A definição sobre o destino dos bens envolve etapas formais e análise de elementos jurídicos e probatórios. Esses fatores ajudam a orientar a decisão da Justiça sobre quem herda e em que medida.
Entre os principais pontos avaliados no procedimento sucessório, destacam-se:
- Confirmação da causa da morte e eventual impacto em discussões de indignidade;
- Pesquisa e verificação da existência de testamento válido;
- Comprovação documental do parentesco dos possíveis herdeiros;
- Levantamento de bens, dívidas, tributos e posterior homologação da partilha.
Os comentários não representam a opinião do site; a responsabilidade pelo conteúdo postado é do autor da mensagem.
Comentários (0)