“STF não pode ser capturado por interesses escusos”
Juristas, empresários, economistas e ex-ministros divulgam carta em apoio a Fachin em meio à crise na Corte
Juristas, economistas, empresários, sindicalistas e acadêmicos assinaram uma carta em que manifestam “apoio integral” ao presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin (foto), diante da crise sem precedentes envolvendo a Corte.
A carta, divulgada neste domingo, 13, diz que Fachin te agido para preservar a autoridade do Supremo e garantir “a mais rigorosa e imparcial apuração dos fatos e das gravíssimas acusações que vieram a público nas últimas semanas”.
Transparência na Corte
Os signatários também cobram transparência nas investigações e na sessão marcada para terça-feira, 15, quando o STF analisará um relatório da Polícia Federal sobre mensagens enviadas por Daniel Vorcaro a um número atribuído a Alexandre de Moraes.
“O Supremo Tribunal Federal não pode deixar que sua jurisdição seja capturada por interesses escusos, de natureza pessoal, política ou econômica, que atentem contra nossa democracia constitucional”, diz a carta.
Um dos organizadores do documento, o jurista Oscar Vilhena, afirmou que a preocupação agora é diferente daquela que motivou a mobilização em 2022.
“Naquela época [em 2022] os ataques vinham de fora do Supremo e agora estamos tratando de vulnerabilidades internas da Corte”, afirmou.
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“A mais grave crise da história do STF”
Segundo Vilhena, a crise pode afetar a confiança da população nas instituições.
“Os fatos que têm sido trazidos a público podem ter impacto muito grande não apenas sobre a autoridade do Supremo, mas também sobre a confiança da população nas instituições. Temos esperança de que esses fatos sejam apurados de forma imparcial e, eventualmente, que haja responsabilização se houver alguma ilegalidade cometida”, disse.
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A carta classifica o momento como “a mais grave crise da história do Supremo Tribunal Federal” e defende a responsabilização de quem eventualmente tenha violado a lei ou a dignidade do cargo.
O grupo também pede “reformas institucionais urgentes” para fortalecer a colegialidade, garantir a imparcialidade dos julgamentos, prevenir conflitos de interesse e estabelecer padrões de conduta para os ministros.
Entre os signatários estão os ex-ministros José Eduardo Cardozo, Miguel Reale Jr., José Carlos Dias e Paulo Vannuchi, além dos ex-presidentes do Banco Central Armínio Fraga e Pedro Malan e dos economistas Edmar Bacha e André Lara Resende.
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Comentários (1)
Marian
13.09.2026 19:38Será o próximo presidente do stf, quem conduzirá o inquérito do banco Master. É isso.