STF decidirá validade e benefícios da delação de Cid, diz Dino
"Nós vamos valorar se é meio de prova, e em que condições, [se é] prova em relação a quê e o tamanho dos benefício", afirmou o ministro
O ministro Flávio Dino, do Supremo Tribunal Federal (STF), afirmou nesta quinta-feira, 4, que a Primeira Turma decidirá sobre a validade e a extensão dos benefícios da colaboração premiada do tenente-coronel Mauro Cid, réu no processo sobre tentativa de golpe de Estado.
“Cid prestou colaboração premiada e nós vamos valorar se é meio de prova, e em que condições, [se é] prova em relação a quê e o tamanho dos benefícios”, disse Dino, em sessão plenária na Corte que julgava a aplicação imediata da perda de bens e valores relacionados a delações da Operação Lava Jato.
Advogado nega coação
Em julgamento na Primeira Turma, o advogado Jair Alves Pereira (foto), que representa o tenente-coronel Mauro Cid, negou na terça-feira, 2, que o ex-ajudante de ordens de Jair Bolsonaro tenha sido coagido ao fazer delação premiada.
“Foi batido muito no processo, e certamente será alvo das próximas sustentações orais, que o Mauro Cid foi coagido. Ele teria sido coagido inicialmente pela Polícia Federal, e depois pelo eminente relator, ministro Alexandre de Moraes.
E acho que isso precisa ficar muito claro.”
O advogado citou uma entrevista do tenente-coronel à Revista Veja, na qual ele disse:
“Eles tinham a tese investigativa, e eu tinha a minha versão.
Muitas vezes a minha versão contradizia os argumentos que eles tinham no inquérito. Eu falava: ‘não, não, a minha versão não é essa. Isso aqui eu não vi’.
Eu tinha outra linha argumentativa, e eles estavam investigando. Eu estava trazendo a minha versão dos fatos, que era outra.”
Para a defesa, a entrevista de Cid não indica coação.
“Isso aqui não é coação. Mauro Cid está reclamando da posição do delegado. Isso é direito.
Cumpre fazermos uma pergunta aqui: qual é a versão que constou nos autos? Foi a versão do Mauro Cid ou é a versão do delegado?”
O advogado disse que a equipe do delegado Fábio Shor, que comandou os depoimentos de Mauro Cid, “foi extremamente ética e profissional”.
“Eles nunca falaram com Mauro Cid sem a presença da defesa.”
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Comentários (1)
Amaury G Feitosa
05.09.2025 09:44Uma passagem de ida à Venezuela, Cuba ou Nicarágua a quem acertar o verecdito da corte do mal ...