SP reforça vacinação de adolescentes contra HPV, sarampo e febre amarela
Cobertura de HPV em 9 a 14 anos é 76,32%, abaixo da meta de 90%, diz Saúde de SP
A Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo orienta pais e responsáveis a atualizar a caderneta de vacinação de adolescentes de 15 a 19 anos, com foco no resgate de não vacinados contra HPV, sarampo e febre amarela.
Segundo a pasta, 76,32% das crianças e adolescentes de 9 a 14 anos receberam a vacina contra o HPV até 5 de novembro, abaixo da meta de 90% estabelecida pelo Ministério da Saúde.
A diretora do Centro de Vigilância Epidemiológica da secretaria, Tatiana Lang, afirmou que manter coberturas elevadas é objetivo permanente e pediu a participação de escolas e famílias. “Manter altas coberturas vacinais é uma prioridade. Contamos com o apoio das famílias e das escolas para proteger crianças e adolescentes contra doenças já controladas, como o sarampo e a poliomielite”, disse a gestora.
A secretaria destaca que o HPV é o principal causador do câncer do colo do útero e também pode estar relacionado a câncer de vulva, vagina, pênis, ânus e orofaringe. “A vacina contra o HPV é medida fundamental de prevenção, pois protege contra doenças graves, incluindo o câncer”, reforçou a diretora. De acordo com o Ministério da Saúde, a meta de 90% busca proteção individual e coletiva, inclusive de pessoas que não podem ser imunizadas.
A vacinação contra HPV é indicada para meninas e meninos de 9 a 14 anos e, até dezembro deste ano, para adolescentes de 15 a 19 anos. Também estão contempladas pessoas de 9 a 45 anos em condições clínicas especiais, como quem vive com HIV/Aids, transplantados de órgãos sólidos ou medula óssea e pacientes oncológicos, além de vítimas de abuso sexual e portadores de papilomatose respiratória recorrente, segundo a secretaria.
Para febre amarela, a orientação técnica prevê uma dose aos 9 meses de idade e reforço aos 4 anos. Quem recebeu apenas uma dose antes dos 5 anos deve tomar reforço. Pessoas de 5 a 59 anos não vacinadas devem receber dose única, conforme o calendário do Programa Nacional de Imunizações do Ministério da Saúde.
No caso do sarampo, o calendário nacional estabelece primeira dose da tríplice viral aos 12 meses e a segunda aos 15 meses, com a tetra viral. Pessoas de 5 a 29 anos devem ter duas doses com intervalo mínimo de 30 dias, e de 30 a 59 anos devem comprovar uma dose. Trabalhadores da saúde precisam de duas doses da tríplice viral, de acordo com a orientação do Ministério da Saúde.
A secretaria recomenda procurar a Unidade Básica de Saúde mais próxima com documento com foto e caderneta para avaliação do esquema vacinal. O objetivo é reduzir o risco de surtos de doenças imunopreveníveis e proteger grupos que não podem receber vacinas por contraindicação clínica.
Segundo a Saúde de SP, 2024 registrou avanço em imunizantes do calendário básico com apoio do IGM SUS Paulista, que monitora indicadores municipais. A cobertura da BCG passou de 82,2% para 94,8%. A vacina contra rotavírus subiu de 77,2% para 91,1%. A tríplice viral, que protege contra sarampo, caxumba e rubéola, foi de 78,4% para 99,2%.
Para esclarecer dúvidas, a secretaria mantém o portal “Vacina 100 Dúvidas”, com respostas sobre eficácia, eventos adversos, doenças preveníveis e riscos de não se vacinar. A pasta afirma que o material está alinhado às recomendações oficiais e pode ser consultado por famílias, profissionais e escolas.
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