SP: Nunes defende 25 de Março após investigação dos EUA
Prefeito diz que região é comércio legítimo e cobra ação federal contra falsificações
O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes, afirmou nesta quarta, 16, que o comércio da Rua 25 de Março não pode ser considerado ilegal, em resposta à investigação aberta pelo Escritório do Representante de Comércio dos Estados Unidos.
A autoridade norte-americana classificou a região como um dos principais centros de venda de produtos falsificados no Brasil.
Nunes declarou que, se houver venda de itens irregulares, cabe à Receita Federal e aos órgãos federais atuar, com o apoio da prefeitura.
A investigação americana cita a 25 de Março como um dos maiores mercados de falsificação há décadas, apesar de operações locais.
O relatório inclui também o uso de ferramentas como o Pix em possíveis práticas comerciais vistas como desleais pelos Estados Unidos.
O prefeito disse que fiscais da Subprefeitura da Sé realizam rondas diárias na área e lembrou a existência da lei municipal 14.167/2006, que permite cassar licenças de comerciantes envolvidos em ilegalidades.
Segundo Nunes, em entrevista à CNN Brasil, “a 25 de Março é um polo comercial legítimo e importante para São Paulo”, e o problema de pirataria, quando identificado, deve ser combatido em conjunto por autoridades federais e municipais.
Ele reforçou que o comércio da região não deve ser generalizado como ilegal.
A União dos Lojistas da 25 de Março divulgou nota conjunta afirmando que irregularidades são casos pontuais e que a maioria dos comerciantes atua de forma legal.
O posicionamento foi endossado por Nunes, que pretende preservar a imagem da área diante das acusações externas.
Simultaneamente, o governo brasileiro apresentou uma proposta de negociação ao governo americano, após o anúncio de tarifas de até 50% por parte do ex-presidente Donald Trump.
A iniciativa busca conter os impactos econômicos da medida e preservar as exportações.
O Senado e a Câmara declararam apoio à articulação do Executivo, considerando a ação americana como ofensiva ao comércio nacional.
O USTR incluiu a 25 de Março entre sete pontos de venda suspeitos de falsificação no Brasil, ao lado de 38 sites de comércio eletrônico.
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Comentários (1)
Jorge Irineu Hosang
17.07.2025 10:14Trump é um medíocre tanto quanto Lula. Cria factoides, cria intrigas, faz seu show com caras e bocas e fala ao mesmo tempo que está ouvindo idiotas sussurrarem coisas ao seu ouvido (Steve Bennon em relação a Bolsonaro). Ele intencionalmente detonou a ONU, OMC e a OTAN, para sair dando uma de boi bravo mundo afora, só que os EUA não é o Brasil, lá os poderes não trabalham em conluio, logo, ele vai se dar mal, os empresários irão judicializar o tarifaço e a Suprema Corte o obrigará a cumprir a lei e os acordos (e Lula, depois vai dizer que deu rasteira no Trump). Como uma criança pequena, agora usa de uma suposta investigação sobre a 25 de Março, como um argumento para justificar bater no colega de classe mais fraco, assim como foi o Bolsonaro e assim como, em breve irá usar a tríplice fronteira como argumento sobre o terrorismo. Se forem a Miami, ou a Chinatown, vocês encontrarão mais produtos falsificados do que em Ciudad del Leste no Paraguai. Pior é que o idiota do laranjão, irá dar sobrevida ao Lula. Esse é o mundo atual, cheio de populistas bufões e lacradores, estúpidos por natureza e que só se cercam de assessores bajuladores, porque não querem que ninguém os tire do devaneio, do transe deles.